Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cultura

Filme de Thalita Rebouças transforma primeiras experiências em história de amizade

Dirigido por Claudia Castro, longa acompanha quatro amigas diante da sexualidade, do autoconhecimento e do amadurecimento emocional.

Filme de Thalita Rebouças transforma primeiras experiências em história de amizade
Foto: Helena Barreto/Reprodução

O filme Era Uma Vez Minha 1ª Vez, adaptação da obra de Thalita Rebouças dirigida por Claudia Castro, chegou aos cinemas com uma proposta que ultrapassa a representação das primeiras experiências sexuais. A produção acompanha quatro amigas e coloca no centro da narrativa a força dos vínculos femininos, os conflitos da adolescência e o processo de amadurecimento.

Teresa, Clara, Tuca e Patty estabelecem uma meta em comum: deixar de ser virgens antes da formatura. Interpretadas por Letícia Braga, Castorine, Lívia Silva e Duda Matte, as personagens enfrentam expectativas, inseguranças e descobertas relacionadas à própria sexualidade. A trajetória do grupo, porém, não apresenta um momento universalmente correto para essas experiências.

Para Thalita Rebouças, as questões ligadas à insegurança e à amizade aparecem antes do sexo. A escritora afirma que a história aborda o antes e o depois das escolhas, além da pressão e do pacto entre as personagens. As primeiras experiências funcionam como pano de fundo para uma jornada de autoconhecimento, na qual as amigas também aprendem a reconhecer seus próprios limites.

Claudia Castro define a produção como uma história sobre amizade, limites e descoberta de si a partir do contato com a outra pessoa. A diretora destaca que as amizades femininas podem atravessar diferentes fases da vida e que, apesar dos conflitos entre as protagonistas, a mensagem do filme reforça a união e rejeita a rivalidade.

Uma nova leitura para a história

Escrito por Thalita há 15 anos, o livro passou por mudanças na adaptação para o cinema. Entre elas está a ampliação da diversidade presente na narrativa, incluindo um beijo entre duas mulheres descritas pela autora como poderosas e donas de si.

A escritora afirma que a essência das personagens foi preservada, embora o audiovisual tenha permitido acrescentar elementos e desenvolver novas possibilidades para as mesmas figuras. O elenco também reúne Cauã Martins, Caian Zattar, Cintia Rosa, Pedro Ogata, JP Rufino e Duda Pimenta.

Para Claudia, adaptar um livro exige decidir o que permanece e o que precisa ser retirado. Não é possível transportar toda a obra para a tela; o filme precisa construir uma narrativa própria, com uma trajetória completa. A familiaridade com o tema e com os personagens, segundo a diretora, torna esse trabalho mais próximo.

O amadurecimento em movimento

O longa também se aproxima do conceito de coming of age, associado à passagem para a vida adulta. A narrativa acompanha a descoberta de uma nova fase e as mudanças provocadas por experiências como o primeiro término, o início da vida sexual e a construção de novas formas de estar em uma relação.

Claudia entende o amadurecimento como um processo que começa no nascimento e se estende por toda a vida. As primeiras experiências inauguram transformações emocionais que são revisitadas em outros relacionamentos, nas amizades e na maneira de prestar atenção ao outro.

Ao final da história, Teresa, Clara, Tuca e Patty não são mais as mesmas pessoas do início. As situações vividas alteram a forma como se relacionam e consolidam a amizade entre elas. A transformação das personagens se expressa na certeza de que continuarão juntas, fortalecidas pelo percurso que atravessaram.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.