Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Na Polônia, armário de medicamentos expõe brechas na lei do aborto

Equipamento instalado diante do Parlamento permite retirada anônima de pílulas, enquanto o auxílio ao aborto pode levar à prisão.

Na Polônia, armário de medicamentos expõe brechas na lei do aborto

A legislação polonesa pune quem auxilia um aborto, mas não prevê sanção para a mulher que interrompe a gestação por conta própria. É nesse espaço jurídico que ativistas passaram a operar um armário destinado à retirada de medicamentos usados no aborto farmacológico.

Instalado diante do Parlamento, o equipamento integra um centro de apoio criado há mais de um ano. O local não funciona como uma clínica convencional: oferece principalmente pílulas e um espaço para buscar apoio ou realizar o procedimento. A retirada é rápida e anônima.

O funcionamento do equipamento

Conhecido como “abortomat”, o armário rosa tem 22 compartimentos. Cada um guarda envelopes com os remédios utilizados no aborto farmacológico. As ativistas afirmam que a dispensação ocorre por meio de uma máquina operada por uma organização sediada fora da Polônia.

Kinga Jelinska, diretora da Women Help Women, afirmou que a iniciativa procura ampliar o acesso aos medicamentos. “Buscamos constantemente soluções para tornar o acesso ao aborto mais simples, mais acessível, menos impessoal e mais centrado nas pessoas”, disse.

Limites legais e protestos

Na Polônia, a interrupção da gravidez é permitida quando a gestação resulta de crime, como estupro ou incesto, ou quando existe risco à vida ou à saúde da gestante. A compra de pílulas pela internet e seu uso pela própria mulher não são punidos pela legislação.

O auxílio ao aborto, porém, pode resultar em até três anos de prisão. Para as ativistas, brechas legais permitem a manutenção do centro e do equipamento. Jelinska descreveu o armário como um “subterfúgio” contra a lei.

A abertura provocou protestos de grupos católicos conservadores. O Parlamento, situado em frente ao centro, não cumpriu promessas de flexibilizar as regras sobre o aborto.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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