Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná alcança R$ 18,5 bilhões na produção pecuária e aquícola

Estado teve o segundo maior valor entre as unidades da Federação, com destaque para leite, mel, aves, suínos e tilápia.

Paraná alcança R$ 18,5 bilhões na produção pecuária e aquícola

O Paraná registrou cerca de R$ 18,5 bilhões na produção pecuária e aquícola em 2025, o segundo maior valor entre as Unidades da Federação. O resultado reúne R$ 16,3 bilhões obtidos pelos seis produtos de origem animal investigados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e R$ 2,1 bilhões da aquicultura. Minas Gerais liderou, com R$ 29,7 bilhões.

Os produtos de origem animal responderam por 12,8% do total nacional, após crescimento de 6,5% no Paraná. Na aquicultura, o estado concentrou 16,2% do valor nacional, com alta de 4,4%.

Leite concentra a produção de origem animal

O leite foi responsável por R$ 12,7 bilhões da produção paranaense, alta de 4,4% em 2025. O segmento representou 77,5% do valor estadual de origem animal e 14,2% do valor nacional do leite. Na sequência apareceram os ovos de galinha, com 20,8% do total estadual; o mel, com 1,3%; os casulos do bicho-da-seda, com 0,2%; e os ovos de codorna, com 0,1%. A lã teve participação residual.

A produção leiteira chegou a 4,8 bilhões de litros, obtidos por 1,1 milhão de vacas ordenhadas. A produtividade alcançou 4.297 litros por vaca ao ano, a segunda maior do país, atrás de Santa Catarina, com 4.398 litros. O índice ficou 72% acima da média nacional, de 2.499 litros. Embora o número de vacas ordenhadas tenha caído 1,0%, a produção cresceu 3,9%. O Paraná respondeu por 38,5% do leite produzido na Região Sul, que liderou o ranking regional em 2025.

O preço médio estadual foi de aproximadamente R$ 2,64 por litro, acima da média nacional de R$ 2,44. Por isso, a participação paranaense no valor nacional do leite, de 14,2%, superou a fatia do estado no volume produzido, de 13,1%.

Castro, nos Campos Gerais, liderou o ranking nacional de produção de leite e teve o segundo maior rebanho de vacas ordenhadas do país, com 51,5 mil animais. A produtividade municipal superou 10 mil litros por vaca ao ano. Com R$ 1,5 bilhão em produtos de origem animal, Castro ocupou a segunda posição entre os municípios brasileiros, atrás de Santa Maria de Jetibá (ES).

Mel, aves e suínos

O Rio Grande do Sul passou à frente do Paraná em quantidade de mel, com 10,9 mil toneladas, contra 10,7 mil toneladas paranaenses. Ainda assim, o Paraná manteve a liderança em valor, com R$ 217,7 milhões, alta de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional. O preço médio estadual foi de R$ 20,34 por quilo, acima da média brasileira de R$ 17,07 e do valor registrado no Rio Grande do Sul, de R$ 14,32.

Arapoti e Ortigueira ficaram entre os cinco maiores municípios produtores de mel do país. Em valor, ocuparam a segunda e a quarta posições nacionais, respectivamente. Bituruna e Prudentópolis também apareceram entre os dez primeiros.

O Paraná manteve, desde 2006, a liderança nacional no efetivo de galináceos. Foram 463,5 milhões de cabeças em 2025, alta de 1,8% e participação de 28,8% no total brasileiro. Toledo teve o quinto maior efetivo municipal, com 12,7 milhões de cabeças. Cianorte, Dois Vizinhos, Cascavel, Assis Chateaubriand e Santa Helena também ficaram entre os 15 maiores.

No efetivo de galinhas, o estado ocupou a segunda posição, com 29,2 milhões de cabeças e crescimento de 4,4%. O Paraná liderou a produção nacional de ovos de incubação. Na produção de ovos de galinha para consumo, ficou em terceiro lugar, com 535,7 milhões de dúzias, alta de 3,5%. O valor dessa produção chegou a R$ 3,4 bilhões, avanço de 15%.

Com 7 milhões de cabeças, o Paraná teve o segundo maior rebanho suíno do país, equivalente a 16% do total nacional. O estado também registrou o segundo maior efetivo de matrizes, com 614,6 mil animais, alta de 1,7%. Toledo liderou entre os municípios, com 935 mil suínos, enquanto Marechal Cândido Rondon e Santa Helena ficaram na quarta e na sexta posições nacionais, com 449,0 mil e 414,9 mil cabeças.

Sericicultura e aquicultura

O Paraná produziu 1.170 toneladas de casulos do bicho-da-seda em 2025, o equivalente a 86,0% do total brasileiro, e gerou R$ 39,3 milhões. A produção recuou 17,2% em relação a 2024. Diamante do Sul liderou o ranking nacional, e municípios paranaenses ocuparam 18 das 20 primeiras posições.

Na aquicultura, o estado alcançou R$ 2,1 bilhões, o segundo maior valor do país. Também foi o maior produtor brasileiro de peixes, com 214,2 mil toneladas, alta de 6,2% e participação de 27,4% na produção nacional.

A tilápia representou 97,7% dos peixes produzidos no Paraná e respondeu por 89,9% do valor aquícola estadual, com R$ 1,9 bilhão. As 209,3 mil toneladas produzidas corresponderam a 39,2% da tilápia brasileira. Os alevinos formaram a segunda maior parcela do valor da aquicultura, com 6,8%. O estado produziu 536,2 milhões de unidades, apesar da queda de 7,0% em relação a 2024.

Nos demais rebanhos, o Paraná teve o 12º maior efetivo bovino, com 8,5 milhões de cabeças, o terceiro maior rebanho de vacas ordenhadas, com 1,1 milhão, o oitavo de ovinos e o décimo de equinos. No pacu e patinga, o estado foi o terceiro maior produtor em quantidade e o segundo em valor, com R$ 17,2 milhões. Nova Aurora ocupou a segunda posição nacional entre os produtores de peixes, e Palotina ficou em quarto lugar.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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