Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Necrópole de Paphos traduz hierarquias e influências do mundo helenístico

Conhecidas como Tumbas dos Reis, sepulturas de Paphos pertenciam a funcionários de alto escalão, elites ptolemaicas e suas famílias.

Necrópole de Paphos traduz hierarquias e influências do mundo helenístico

A necrópole conhecida como Tumbas dos Reis revela como as elites de Paphos concebiam o espaço destinado aos mortos. Escavadas na rocha calcária, as sepulturas reproduzem elementos de residências sofisticadas, com átrios retangulares abertos e colunatas em estilo dórico.

O conjunto fica a cerca de dois quilômetros ao norte do porto de Paphos, no extremo ocidental de Chipre. A área integra, ao lado de Paphos e Kouklia, o Patrimônio Mundial da Unesco desde 1980.

Uma cidade para os mortos

A disposição das tumbas se aproxima da arquitetura residencial de elite conhecida em Alexandria, no Egito. Em vez de adotarem apenas formas funerárias convencionais, muitas sepulturas foram concebidas como espaços semelhantes a casas, numa referência à continuidade da vida doméstica após a morte.

Essa escolha está associada às influências helenísticas trazidas pelo contato com o Egito ptolemaico. A arquitetura funerária de Paphos incorporou, assim, elementos que aproximam tradições locais de referências culturais presentes no Mediterrâneo oriental.

O nome do sítio, porém, não corresponde à condição social de seus ocupantes. As Tumbas dos Reis eram usadas para sepultar funcionários administrativos de alto escalão, integrantes da elite ptolemaica e suas famílias. A realeza havia sido formalmente abolida em Chipre desde 312 a.C.

Da era helenística ao domínio romano

Algumas tumbas foram construídas principalmente durante o período helenístico, a partir do século 3 a.C., e continuaram sendo utilizadas até o início do século 4 d.C. O intervalo atravessa a dominação ptolemaica e o período posterior de domínio romano sobre a ilha.

Por isso, o conjunto reúne referências helenísticas, romanas e egípcias. As diferentes camadas ajudam a observar a combinação de tradições culturais em práticas funerárias desenvolvidas em Chipre ao longo de séculos.

O reconhecimento da Unesco foi concedido de forma conjunta a Paphos, Kouklia e à necrópole. A proteção alcança um patrimônio que inclui, além das estruturas funerárias, os mosaicos e os santuários dedicados ao culto de Afrodite encontrados na área central da cidade.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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