Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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“Era Uma Vez Minha 1ª Vez” repete fórmulas e limita suas personagens

Adaptação de livro de Thalita Rebouças aposta no carisma do elenco, mas não atualiza nem aprofunda os dilemas da adolescência.

“Era Uma Vez Minha 1ª Vez” repete fórmulas e limita suas personagens

A nova adaptação de uma obra de Thalita Rebouças chega aos cinemas no próximo dia 17 de setembro sem conseguir se afastar dos modelos mais conhecidos da comédia adolescente. Dirigido por Claudia Castro e baseado no livro lançado em 2012, “Era Uma Vez Minha 1ª Vez” acompanha quatro amigas em um pacto sobre a perda da virgindade, mas transforma um tema potencialmente pertinente em uma sucessão de situações previsíveis e pouco desenvolvidas.

Clara, Teresa, Tuca e Patty são interpretadas, respectivamente, por Castorine, Letícia Braga, Lívia Silva e Duda Matte. As quatro personagens decidem perder a virgindade antes da formatura do último ano do ensino médio e, a partir desse acordo, atravessam desventuras, descobertas e frustrações relacionadas à adolescência e à passagem para a vida adulta.

O filme tem duração de quase noventa minutos e mantém um ritmo capaz de disfarçar parte de seus problemas técnicos e artísticos. A estrutura, contudo, permanece presa a uma construção familiar, voltada a um público específico e pouco interessada em ampliar as possibilidades do próprio enredo. A naturalização do sexo, os comentários sobre positividade corporal e o medo associado à primeira relação sexual aparecem, mas acabam dissolvidos pela repetição.

Carisma que sustenta uma trama previsível

O principal recurso da produção está no elenco. Castorine, Braga, Silva e Matte estabelecem uma química convincente e distinguem suas personagens dentro dos altos e baixos da amizade. O desempenho das quatro consegue sustentar cenas cujos caminhos já estão indicados desde o início, além de compensar parcialmente a fragilidade dos arcos individuais.

Cada amiga recebe uma missão própria, mas a divisão em núcleos diferentes reduz a complexidade do conjunto. O roteiro, assinado por Rebouças e João Paulo Horta, recorre a tropos recorrentes das comédias adolescentes e se aproxima de referências como “American Pie”, “As Vantagens de Ser Invisível” e “As Melhores Coisas do Mundo”. A aproximação com outros títulos do gênero, porém, faz o filme parecer mais derivativo do que uma obra com perspectiva própria.

A direção de Claudia Castro reforça essa limitação ao adotar uma abordagem uniforme. A paleta de cores se torna mais sombria ao longo da narrativa, enquanto a trilha sonora melodramática retorna de maneira insistente. Em vez de intensificar a urgência ou o drama, essas escolhas colaboram para uma atmosfera distante, quase fabulesca, que enfraquece o diálogo com os conflitos apresentados.

“Era Uma Vez Minha 1ª Vez” preserva o apelo de um quarteto protagonista empenhado em conduzir a história apesar das limitações do material. Ainda assim, ao preferir uma combinação segura de fórmulas já exploradas, o filme não desenvolve plenamente os temas que apresenta e termina como uma experiência pouco inspirada para além dos fãs assíduos de Thalita Rebouças.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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