MADRI — Conversas de áudio e texto envolvendo integrantes da família de Lulinha indicam que a embaixada brasileira em Madri ofereceu apoio para a mudança dele à cidade. Entre as formas de auxílio mencionadas estavam a organização de visitas a escolas, o acompanhamento por uma funcionária e o uso de um intérprete.
As mensagens foram divulgadas nesta quarta, 30. Em janeiro de 2025, o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, escreveu à lobista Roberta Luchsinger sobre a escolha de colégios para os filhos dela e de Lulinha. O diplomata se dispôs a organizar a agenda das visitas e a enviar uma funcionária da representação diplomática.
“Estou aqui inteiramente às ordens”, afirmou Ribeiro em um áudio, depois de explicar que poderia ajudar a estruturar os compromissos nos colégios escolhidos.
Roberta repassou a mensagem a um grupo de WhatsApp do qual participavam Lulinha e Renata Moreira. No áudio encaminhado, ela disse que o embaixador estava à disposição e que poderia marcar os compromissos nas escolas.
Visita a universidade
No mês seguinte, Roberta e Renata conversaram sobre a participação de uma pessoa da embaixada em uma visita a uma universidade. Renata perguntou se seria melhor agendar o encontro, e Roberta respondeu que poderiam aproveitar a presença desse funcionário para contar com auxílio na tradução.
“Vamos pedir p Orlandinho”, comentou Renata, referindo-se a Orlando Leite Ribeiro.
O diplomata já estava a caminho de outro posto diplomático na Tchéquia quando Roberta lamentou sua mudança. As mensagens também registram a participação de Renata Moreira nas conversas sobre escolas e sobre a visita à universidade.


