Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Filme de Iñárritu com Tom Cruise quase recebeu o título ‘Blah, Blah, Blah’

‘Digger’ satiriza ganância, clima, mídia e poder, enquanto seu diretor discute a influência da linguagem sobre a realidade.

Filme de Iñárritu com Tom Cruise quase recebeu o título ‘Blah, Blah, Blah’

O novo filme de Alejandro González Iñárritu, estrelado por Tom Cruise e Riz Ahmed, quase chegou aos cinemas com o título provisório Blah, Blah, Blah. A escolha estava ligada ao tema central da obra: a capacidade da linguagem de alterar a percepção dos fatos e produzir versões convenientes da realidade.

Iñárritu explicou que o nome fazia referência ao poder das palavras, capazes de levar alguém a acreditar em algo que não está vendo. “Era uma referência a essa incrível, terrível e assustadora arma que nós, seres humanos, temos: a língua”, afirmou o diretor.

O cineasta acabou escolhendo Digger, nome do personagem interpretado por Cruise. Na história, o ator vive um magnata do petróleo que enfrenta um cientista, papel de Ahmed, dentro de um jatinho particular. Ao redor dos dois, uma catástrofe ecológica provocada pela exploração desenfreada de combustíveis fósseis ameaça o mundo.

A comédia satírica aborda ganância, mudanças climáticas, mídia, líderes políticos e bilionários. A produção também incorpora a preocupação de Iñárritu com a proximidade entre os acontecimentos do mundo e a ficção construída no roteiro.

Produção marcada pela instabilidade

O projeto levou quase uma década para sair do papel e teve as filmagens interrompidas três vezes durante o período de instabilidade causado pela pandemia de Covid-19 e pelas greves de Hollywood. Quando a produção finalmente avançou, incêndios florestais ameaçavam Los Angeles.

Riz Ahmed relatou que a equipe acompanhava por imagens de satélite o avanço do fogo, enquanto muitos funcionários temiam perder as próprias casas. “Tudo o que é explorado, exposto e satirizado neste filme estava diante dos nossos olhos”, declarou o ator.

Para Iñárritu, acontecimentos políticos e tecnológicos também passaram a perseguir a narrativa. O diretor citou o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, a associação de Elon Musk a medidas drásticas no governo e os alertas de executivos da área de inteligência artificial sobre os riscos da tecnologia.

Apesar do conteúdo político e ambiental, o cineasta disse não querer transformar a obra em um discurso partidário. “Não estou interessado em apontar o dedo ou reduzir o filme a um comentário político, a uma questão de direita ou esquerda”, afirmou.

Com 96 reviews publicadas até o momento, Digger registra 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme será lançado nos cinemas nacionais em 1º de outubro. Além de dirigir, Iñárritu assina o roteiro com Sabina Berman, Alexander Dinelaris Jr. e Nicolás Giacobone. O elenco inclui Sandra Hüller, Jesse Plemons, Sophie Wilde, Emma D’Arcy, Robert John Burke, Burn Gorman, Michael Stuhlbarg e John Goodman.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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