Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Mundo

Brasil diz que ainda faltam tratativas para devolver o canhão El Cristiano ao Paraguai

Itamaraty afirma que são necessárias conversas diplomáticas antes de definir o destino da peça da Guerra do Paraguai.

Brasil diz que ainda faltam tratativas para devolver o canhão El Cristiano ao Paraguai
Foto: AFP

O governo brasileiro informou que ainda não foram concluídas as conversas diplomáticas necessárias para tratar da possível devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano, peça da Guerra do Paraguai que está no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio de Janeiro.

A atualização ocorreu após uma reunião entre os chanceleres Mauro Vieira e Rubén Ramírez Lezcano, realizada em Montevidéu à margem da 20ª Reunião do Conselho de Ministros da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração). O encontro foi solicitado pelo chanceler paraguaio e divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores na quarta-feira (2).

Negociação sobre a peça

De acordo com o Itamaraty, Ramírez levantou o tema do canhão durante a conversa. Mauro Vieira afirmou que, até o momento, não houve as tratativas diplomáticas necessárias para dar encaminhamento ao assunto e convidou o colega paraguaio a visitar o Brasil, em data ainda não definida.

"Ramírez suscitou a questão do canhão Cristiano, e Mauro Vieira informou não terem ocorrido, até o momento, as conversações diplomáticas necessárias para dar o tratamento adequado ao assunto", afirmou o ministério em nota.

O Paraguai já solicitou outras vezes a reapropriação da peça. Segundo diplomatas, o procedimento envolve etapas burocráticas, como análises sobre a origem do canhão e a coleta de evidências.

Na reunião, os chanceleres também discutiram a negociação da tarifa da usina hidrelétrica binacional de Itaipu e questões relacionadas à hidrovia Paraguai-Paraná, temas considerados parte da agenda bilateral entre os dois países.

A discussão sobre o canhão ocorre depois de um atrito entre os governos. Em julho, Luiz Inácio Lula da Silva mencionou a Guerra do Paraguai durante uma visita a uma companhia de defesa em Jacareí (SP). A declaração provocou pressão sobre o governo paraguaio e levou o país a emitir uma nota de repúdio ao embaixador brasileiro em Assunção.

Após entregar a nota, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, disse que não pretendia prolongar a rusga às vésperas das eleições de outubro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.