CATATUMBO — Um ataque com cerca de 20 drones contra uma guarnição militar deixou ao menos dois soldados mortos e cinco feridos nesta sexta-feira (4), no leste da Colômbia. Os equipamentos estavam carregados com explosivos, conforme uma fonte do Exército na região.
O presidente Abelardo de la Espriella responsabilizou o Exército de Libertação Nacional (ELN) pela ofensiva. Em uma mensagem publicada no X, ameaçou reagir aos ataques contra integrantes das forças de segurança: “por cada policial ou soldado que assassinarem, farei recair sobre vocês todo o peso e toda a força legítima do Estado”.
O atentado ocorreu em Catatumbo, área onde as forças de segurança conduzem operações ofensivas por determinação presidencial. A guarnição fica no município de Ocaña, cujo prefeito decretou toque de recolher noturno após o ataque.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram estudantes de uma universidade deitados no chão das salas de aula enquanto explosões são ouvidas ao fundo. As imagens foram divulgadas após a ação militar, sem que fossem apresentadas outras informações sobre possíveis vítimas entre os estudantes.
Prestes a completar seu primeiro mês no cargo, De la Espriella intensificou bombardeios e operações terrestres contra organizações ilegais que atuam na Colômbia. Em entrevistas coletivas e vídeos divulgados pela Presidência, ele apareceu caminhando entre cadáveres cobertos com mantas brancas durante a prestação de contas dessas ações.
O presidente tem o apoio de Donald Trump no combate às máfias que traficam cocaína. Em agosto, a Colômbia passou a integrar o Escudo das Américas, aliança antidrogas liderada pelo presidente dos Estados Unidos. Na próxima semana, De la Espriella receberá o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Barranquilla.


