Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Mundo

Escudo das Américas amplia articulação regional contra cartéis e terrorismo

Adesão de 15 países e relatos de investigações sobre redes ligadas ao Irã expõem divergências sobre a resposta regional.

Escudo das Américas amplia articulação regional contra cartéis e terrorismo
Foto: Daniel Torok/Casa Branca

A adesão ao Escudo das Américas e os relatos apresentados em uma reunião regional indicam uma articulação crescente entre países do continente para enfrentar cartéis, narcotráfico, crime organizado transnacional e terrorismo.

Quinze dos 35 Estados independentes das Américas aderiram ao mecanismo, o equivalente a cerca de 43%. Na 1ª Reunião Regional da Coalizão Contra Cartéis das Américas (CTTF, na sigla em inglês), perto de quinze países latino-americanos participaram dos debates. Dez deles informaram ter investigações em andamento ou concluídas sobre a presença, em seus territórios, de redes terroristas ligadas ao Irã.

Divergência sobre a resposta regional

A política externa brasileira critica com frequência a decisão soberana de países latino-americanos de participar do Escudo das Américas ou de adotar listas nacionais de organizações terroristas. Essa posição é associada, no texto, à ideia de que o Brasil não aceitaria deixar de ser reconhecido como o primeiro entre iguais na região.

A avaliação apresentada é que Brasília não reconhece a dimensão de um problema considerado concreto pelos demais países. A defesa de uma resposta mais assertiva e coordenada se contrapõe à negação das ameaças por meio de justificativas retóricas e jargões diplomáticos.

Essa postura também afetaria a credibilidade profissional de polícias, técnicos e investigadores dos países que aderiram às iniciativas. Quando a contestação parte de um país que pretende exercer liderança regional, a autonomia e a dignidade dos demais governos ficam no centro da disputa.

O debate na imprensa brasileira é descrito a partir de dois movimentos: a tentativa de minimizar a gravidade das ameaças e a transformação de uma questão hemisférica em um conflito doméstico envolvendo Lula, Trump e Bolsonaro. O texto também menciona decisões tomadas em Washington, Assunção ou Bogotá.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.