A escolha de Vicentina Pede Desculpas para a disputa internacional ocorre após a passagem do filme por festivais fora do Brasil. Produzido pela Filmes de Plástico, o longa teve sua première mundial em 12 de setembro, na 51ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), e ainda será exibido em outras mostras antes da estreia comercial brasileira, prevista para 5 de novembro.
A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quinta-feira, 17, que a produção representará o país na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano do 41º Goya. A cerimônia da premiação está marcada para 28 de fevereiro de 2027, na Espanha.
A trajetória de Vicentina
Dirigido por Gabriel Martins, que também assina o roteiro e a história original, o filme acompanha uma mulher vivida por Rejane Faria. Depois da morte do filho, Vicentina precisa enfrentar as consequências da tragédia e atravessa uma jornada ligada ao próprio processo de luto.
O elenco também reúne Flávio Bauraqui, Giovanna Heliodoro, Giovanni Venturini, Grace Passô, Karine Teles, Maíra Azevedo, Renato Novaes e Thalma de Freitas. Martins é conhecido por dirigir Marte Um.
Na Espanha, o longa participa do 74º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, onde concorre à Concha de Ouro. A produção integra ainda a programação do AFI Latin American Film Festival, do Cinelatino Minneapolis Film Festival e do 28º Festival do Rio.
Processo de seleção
A decisão foi tomada por uma comissão eleita pelos sócios da Academia Brasileira de Cinema. O grupo é presidido pela produtora Clélia Bessa e reúne o diretor André Pellenz; as produtoras Bárbara Cariry, Deborah Osborn, Juliana Vicente e Kátia Adler; os diretores Guilherme Coelho, Lô Politi e Walter Lima Junior; o produtor João Vieira Jr.; a atriz Maria Gal; o músico Plínio Profeta; o distribuidor Rodrigo Saturnino; a atriz Suzana Pires; e a curadora Tatiana Carvalho Costa.
Com a escolha, Vicentina Pede Desculpas passa a ocupar a vaga brasileira na categoria dedicada a produções ibero-americanas do Goya. Na última quarta-feira, 16, a Academia havia escolhido Feito Pipa, de Allan Deberton, para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. O filme concorreu com outras 14 produções.


