Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

Um país irreconhecível entre ruínas, telas e silêncio

O texto imagina uma sociedade cercada por desastres, colapso da infraestrutura e instituições incapazes de decidir seu próprio destino.

Um país irreconhecível entre ruínas, telas e silêncio
Foto: Wilton Júnior/Estadão

O medo descrito não nasce mais das guerras, das bombas nucleares ou dos fenômenos naturais. Ele aparece quando os sinais de colapso passam a fazer parte da rotina: carros com os vidros destruídos, celulares roubados, rios ocupando ruas e praças, ventos quebrando janelas e edifícios desabando ao menor toque.

A paisagem urbana é marcada pela interrupção. Túneis cedem, metrôs deixam de funcionar, trens descarrilam e trilhos são furtados. As avenidas permanecem congestionadas pelo excesso de veículos, enquanto postos e refinarias enfrentam a falta de gasolina, álcool e eletricidade. Licitações, propinas e disputas entre fornecedores completam o quadro de uma infraestrutura que já não consegue atender à população.

A comunicação, que deveria aproximar as pessoas, também se torna parte do problema. Milhões e depois quatrilhões de celulares surgem continuamente, alcançando até crianças pequenas, enquanto as concessionárias não conseguem oferecer linhas. Telefones públicos aparecem como raros vestígios de uma rede que resistiu por acaso. A atmosfera, além disso, é apresentada como contaminada pela ação de ladrões de energia e de fiações e pelo esgotamento das terras com minérios.

Uma decisão sempre adiada

Nesse cenário, os Eternos Ministros Fundamentais, identificados pela sigla EMF, permanecem há 50 anos em casernas protegidas por concreto e financiadas com emendas parlamentares. O grupo é descrito como uma facção de mais de mil integrantes, espalhada por diferentes níveis do poder e por propriedades defendidas contra ameaças externas.

Isolados e sem comunicação, esses ministros não chegam a uma decisão. Reuniões iniciadas há décadas continuam sendo adiadas por pedidos de vista. Alguns morrem dentro das instalações e são substituídos por familiares ou companheiros. Ao redor deles, permanece uma pergunta sem resposta: quem governa, o que faz e de onde vem o odor que contamina a nação?

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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