A permanência de “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott, está ligada à capacidade de atravessar gerações sem oferecer uma única resposta para a juventude, o futuro ou a vida em família. Publicado originalmente em 30 de setembro de 1868, o romance acompanha as irmãs March em meio a descobertas e dificuldades.
A história se sustenta também nas diferenças entre as personagens. Cada irmã encontra uma maneira própria de buscar o que deseja, e essa diversidade ajuda a explicar por que o livro continua sendo lembrado no aniversário de 158 anos de sua publicação.
Entre as frases associadas à obra, uma delas apresenta a disposição de enfrentar as dificuldades com aprendizado e autonomia: “Não tenho medo das tempestades, pois estou aprendendo a conduzir meu navio.” Outra afirma a importância atribuída pela autora ao trabalho e à independência: “Gosto de palavras fortes, que significam alguma coisa.”
As demais passagens percorrem temas que atravessam o romance. Há o desejo de realizar algo grandioso antes da morte, a defesa de uma rotina que combine trabalho e lazer e a ideia de que o trabalho pode afastar o tédio, fortalecer o corpo e o espírito e produzir uma sensação de independência superior àquela oferecida pelo dinheiro ou pela moda.
Também aparecem a dificuldade de controlar a raiva, a força dos vínculos entre as irmãs, o amor como elemento capaz de embelezar a vida e a esperança como forma de seguir adiante. A seleção termina com uma mensagem de consolo e perseverança: manter-se ocupada e esperançosa, lembrando que a personagem nunca ficará sem um pai.
Em conjunto, as frases destacam uma obra em que família, trabalho, ambição, afeto e amadurecimento convivem sem reduzir as irmãs March a um único modelo de vida.


