Julia Stockler e Malu Galli vão interpretar as protagonistas de Sílabas do Sábado, adaptação cinematográfica do romance Não Fossem as Sílabas do Sábado, de Mariana Salomão Carrara. A direção será de Fabiana Winits, em seu primeiro filme à frente de um longa, enquanto o roteiro ficará sob responsabilidade de Rita Piffer. As filmagens estão previstas para novembro.
Publicado pela Todavia, o livro acompanha Ana, uma arquiteta grávida vivida por Julia Stockler, e Madalena, personagem de Malu Galli. As trajetórias das duas se cruzam depois de uma tragédia que altera a vida de ambas.
Ana espera o marido, André, em uma tarde de sábado. Eles deveriam buscar um quadro recém-emoldurado, mas o homem não aparece. Após a morte dele, a personagem, sem dinheiro e fragilizada, decide processar Madalena, viúva do homem responsável pelo acidente que matou André.
Entre o processo e a amizade
A relação entre as duas começa a se transformar quando Madalena vai à casa de Ana para oferecer ajuda. Embora aceite o apoio, Ana passa a investigar secretamente a situação financeira da viúva, com o objetivo de manter o processo.
A convivência, porém, conduz as personagens a uma amizade improvável. Quando o vínculo chega ao tribunal e a verdade é revelada, Ana precisa escolher entre a possibilidade de receber uma indenização e a relação construída com Madalena.
O romance recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura em 2023. Para Mariana Salomão Carrara, a adaptação representa uma nova experiência no cinema. “Sempre amei cinema”, afirmou a escritora, que também disse imaginar seus personagens em cenas enquanto escreve.
A autora declarou estar emocionada e curiosa para conhecer o filme inspirado em seu livro. A produção é da RT Features.
Winits afirmou que o projeto permitirá investigar os sentimentos que atravessam a relação entre as protagonistas. A diretora descreveu a preparação como um processo de troca com as atrizes e a equipe, voltado à construção dos gestos, dos espaços e do ritmo da história.
Rita Piffer disse que encontrou, desde a primeira leitura, um recorte e uma dramaturgia minimalista e misteriosa para a adaptação. A roteirista também destacou a interlocução com Fernanda Frotté, supervisora do desenvolvimento da produtora, durante o processo de criação.


