Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cultura

Jamiroquai mantém força cênica em noite de estreia do k-pop no Rock in Rio

Banda de acid jazz combinou precisão musical, excentricidade e nostalgia futurista diante de um público formado por jovens e pais.

Jamiroquai mantém força cênica em noite de estreia do k-pop no Rock in Rio
Foto: Reprodução/Globoplay

O Jamiroquai encontrou no Rock in Rio uma plateia menor do que a reunida para os headliners Stray Kids, mas transformou a participação no Palco Sunset em uma das apresentações marcantes da estreia do k-pop no festival. Em um dia dominado por outro gênero, a banda de acid jazz não ficou à sombra da programação principal.

A presença do grupo havia sido associada à ideia de um programa para os pais que acompanhariam os filhos aos shows de k-pop. A reação diante do palco, porém, mostrou um público diverso, com jovens entre os fãs que se aglomeraram e acompanharam a apresentação — além dos pais, naturalmente.

Entre a nostalgia e o futuro

Conhecido por sua trajetória ligada à era da MTV, nos anos 1990 e 2000, o Jamiroquai apresentou uma sonoridade difícil de situar no tempo. As músicas poderiam remeter tanto aos anos 1970 quanto a um futuro imaginado, combinação que deu ao show uma atmosfera de nostalgia futurista.

A banda tocou com precisão, sem acordes deslocados ou erros nas vozes de apoio. O centro da apresentação foi Jay Kay, que entrou no palco usando um chapéu roxo e começou com Don’t Give Hate a Chance. Nas músicas seguintes, Little L, mostrou domínio vocal e cênico, incluindo passos de dança.

A troca de acessórios tornou-se parte do espetáculo. Antes de Space Cowboy, o cantor substituiu o chapéu por fones de ouvido luminosos. Mais tarde, apareceu com um cocar de luz LED, em referência ao nome da banda, inspirado no povo indígena Iroquoi. As mudanças provocaram gritos de “Jay Kay” e reforçaram a excentricidade que atravessou o show.

Em Love Foolosophy, Jay Kay chegou a se deitar no palco para autografar um objeto entregue por um fã enquanto cantava. A banda também preservou espaço para improvisos e para uma execução sem pressa, distante da lógica de refrões concebidos para viralizar.

A apresentação terminou com Virtual Insanity, uma das canções associadas à capacidade de antecipar o futuro. O Stray Kids encerrou a estreia do k-pop na sexta, enquanto o sábado do Rock in Rio teria shows de Demi Lovato e Maroon 5.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.