RIO DE JANEIRO — O Stray Kids se tornou o primeiro grupo de K-pop a ocupar a posição de headliner do Rock in Rio. A apresentação desta sexta-feira, 11, levou uma multidão à Cidade do Rock e marcou a presença central do pop coreano no Palco Mundo.
Antes das 6h da manhã, sob chuva e frio, pelo menos 200 pessoas já aguardavam nos portões. Quando o acesso foi liberado, às 14h, a plateia do Palco Mundo era maior do que a registrada para Elton John, na última segunda-feira, no mesmo horário.
A maioria dos fãs vestia roupas associadas à identidade visual das atrações. No caso do Stray Kids, os figurinos costumam se inspirar nos SKZOO, mascotes oficiais do grupo, e nos visuais usados pelos integrantes em clipes e apresentações.
Fãs de diferentes idades
A presença do público não se restringia a adolescentes. Mulheres entre 20 e 40 anos também formavam uma parcela significativa da plateia, muitas delas fantasiadas para o show.
A curitibana Kamila Karvat, de 32 anos, viajou com a paulistana Juliana Seracine, de 34. As duas se conheceram em um show do Stray Kids e se tornaram amigas. Kamila afirmou que as letras das músicas foram decisivas para sua relação com o grupo: “Elas me motivaram a alcançar meus objetivos”.
Juliana, que é mãe de uma criança autista, também destacou o impacto das canções. “Eles ajudam você a se fortalecer, ser quem é”, disse.
Kauana Telles, outra curitibana na espera pelo show, tem 29 anos e relatou que o grupo a ajudou durante um período de depressão. Para ela, os integrantes trouxeram energia e esperança.
Luzes sincronizadas
Nas mãos dos fãs, os lightsticks — bastões de luz em formato de bússola — simbolizavam a união entre o Stray Kids e seu público. Os dispositivos podem ser conectados ao sistema do local, permitindo que as luzes acompanhem a iluminação do palco.
O acessório custa, em média, R$ 400. A organização do festival pediu que os fãs levassem seus lightsticks à Cidade do Rock para formar um “oceano de luzes” durante o evento.
Além do Stray Kids, o Palco Mundo recebeu o Nexz, outra boy band coreana, e a cantora Hwasa, que também fizeram sua primeira apresentação no festival. O DJ brasileiro Alok completou a programação. A participação do grupo sul-coreano ocorre em um momento de expansão do K-pop, que deixou de ser um fenômeno regional na Ásia e passou a ocupar espaço na cultura pop e no mercado fonográfico global.


