A Polícia Federal identificou indícios que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo recursos destinados a Dark Horse, produção norte-americana inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações integram uma investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Documentos localizados pela corporação no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram um plano de negócios intitulado Plano de Negócio Capitão do Povo. O material previa investimento de aproximadamente US$ 24 milhões e estimava que o filme poderia alcançar até US$ 100 milhões nas bilheterias. Parte relevante dos recursos teria sido movimentada por meio de estruturas financeiras nos Estados Unidos.
A PF comparou as projeções do planejamento com parâmetros do mercado cinematográfico brasileiro. O cenário mais otimista indicava arrecadação de R$ 510 milhões. A estimativa intermediária também colocava a produção em uma faixa próxima à de algumas das maiores obras lançadas comercialmente no país.
Registro e distribuição
A Agência Nacional do Cinema aceitou o pedido de registro da obra estrangeira. O procedimento, chamado ROE (Registro de Obra Estrangeira), consta no sistema público da agência e corresponde a uma das etapas burocráticas necessárias para a exibição comercial de produções internacionais no Brasil.
O longa ainda não tem data oficial de estreia nos cinemas brasileiros. Antes de a Europa Filmes assumir a distribuição, a Paris Filmes recusou a proposta de lançamento. A empresa havia lançado no Brasil Nada a Perder, filme sobre o bispo Edir Macedo.
Falado em inglês, Dark Horse tem Jim Caviezel no elenco e apresenta Bolsonaro como uma figura que desafia o sistema político brasileiro durante a eleição presidencial de 2018. Camille Guaty interpreta Michelle Bolsonaro.


