Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Filme sobre Bolsonaro gastou mais de R$ 800 mil com ator e segurança

Documentos entregues à Polícia Federal registram despesas com hospedagem, escolta e caracterização de Jim Caviezel durante gravações em São Paulo.

'Dark Horse' gastou mais de R$ 800 mil em segurança, hospedagem e peruca de ator de Bolsonaro
Foto: Reprodução

A produtora GoUp Entertainment gastou mais de R$ 800 mil com hospedagem, segurança e caracterização do ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro (PL) no filme Dark Horse. As despesas aparecem em notas fiscais e comprovantes bancários entregues à Polícia Federal (PF), que investiga se a produção recebeu recursos do Banco Master.

O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo dos autos na noite de sexta-feira, 11. Os documentos indicam que Caviezel, os agentes Nathon Lewis e Richard Dobrich e o segurança Keith Billiot ficaram hospedados no hotel Unique, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na zona sul de São Paulo. As diárias somaram R$ 732 mil, pagos em oito transferências.

Outra despesa, de R$ 82 mil, foi destinada à VSG Serviços, empresa contratada para fazer a escolta do ator. A produção também registrou R$ 10 mil pela peruca usada por Caviezel e R$ 3 mil em apliques de cabelo para a atriz que interpreta Michelle.

Um dos comprovantes mostra uma transferência de R$ 298 mil ao hotel Unique, realizada em 30 de dezembro de 2025, com a descrição “Hospedagem + gorjetas e massagens Jim”. Não foi localizada a nota fiscal correspondente. Os contratos dos atores estrangeiros não estão entre os documentos apresentados.

A GoUp Entertainment recebeu ao menos US$ 12,3 milhões de Daniel Vorcaro, cerca de R$ 64 milhões. Os repasses foram feitos pela Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Os documentos entregues à PF apontam que os produtores estimavam arrecadação de US$ 45 milhões, equivalente a R$ 230 milhões, no cenário mais pessimista. Na projeção mais otimista, a receita chegaria a R$ 358 milhões. O primeiro valor supera em 91% a bilheteria de Minha Mãe é Uma Peça 3, de 2019, que arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões.

A produtora também é investigada por suspeitas de uso de recursos públicos. Um dos procedimentos envolve um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), representado por Karina Gama, dona da GoUp. Outra apuração trata de emendas parlamentares que teriam sido destinadas à entidade e repassadas à produtora.

Desde quinta-feira, 10, os dois procedimentos tramitam com o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que determinou 49 mandados de busca e apreensão contra os investigados.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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