Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, autorizou que candidatos do partido apoiem Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já no primeiro turno. A mesma autorização não foi dada a Mateus Simões, governador e candidato à reeleição pelo PSD.
A diferença de tratamento cria um constrangimento político para Simões, que declarou apoio ao senador do PL em um eventual segundo turno. Na reta final da disputa, o governador busca ampliar a força de sua candidatura, mas não recebeu de Zema a mesma sinalização concedida aos aliados que pretendem apoiar Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, a restrição é interpretada como fogo amigo. Em vez de contribuir para o projeto eleitoral de seu sucessor, Zema acaba impondo um obstáculo adicional à campanha de Simões.
A decisão ocorre enquanto Zema disputa a Presidência da República e Simões tenta permanecer no governo. Ambos são ligados ao Novo, mas seguem movimentos diferentes em relação ao apoio a Flávio Bolsonaro: para os demais candidatos do partido, a autorização vale desde o primeiro turno; para o governador mineiro, ela ainda não foi liberada.


