BELO HORIZONTE — Flávio Roscoe pode abandonar a disputa pelo governo de Minas e declarar apoio a Cleitinho, do Republicanos. A definição é esperada para as próximas horas, na capital mineira.
Ex-presidente da Fiemg, Roscoe entrou na corrida eleitoral depois de Cleitinho demorar a decidir se concorreria. A articulação inicial previa uma aliança entre PL e Republicanos, com o objetivo de formar uma candidatura competitiva e oferecer palanque a Flávio Bolsonaro. Bolsonaro participou do lançamento da campanha de Roscoe em Minas.
A candidatura, porém, não teria avançado nas pesquisas. Roscoe também se afastou das atividades após contrair Covid, com agravamento por pneumonia. Esses fatores alimentam a possibilidade de retirada da disputa e de transferência de apoio para Cleitinho.
Nos bastidores, circula ainda a informação sobre um vídeo envolvendo um candidato a deputado federal, ex-prefeito de uma cidade mineira, que estaria relacionado a um escândalo sexual. O conteúdo poderia afetar a chapa de seu partido. Não há, no material apresentado, identificação do candidato ou da cidade.
As posições de Marcelo Aro
Candidato ao Senado pelo Progressistas, Marcelo Aro foi entrevistado nesta segunda-feira e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos. Mestre em Direito e ex-secretário de Estado de Governo, ele afirmou conhecer o sistema prisional e relacionou sua posição ao recrutamento de jovens por facções criminosas.
Aro também apoia a castração química para estupradores de crianças e mulheres. Em outra frente, criticou o que chamou de concentração de poder no Judiciário e defendeu o impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Como exemplo, mencionou Alexandre de Moraes e questionou o contrato de honorários da mulher dele.
Na avaliação de Aro, o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário previsto na Constituição Federal não se concretiza atualmente. Para ele, um processo de impeachment exigiria coragem, habilidade e conhecimento técnico para conduzir o debate jurídico.
Sobre a dívida de Minas, Aro afirmou que o Propag alcançou o que era possível e que o estado terá de pagar os 180 bilhões de reais devidos. Ele considera que a entrega de ativos pode ser necessária para reduzir o saldo. Também defendeu que os 500 milhões de reais pagos mensalmente pelo estado sejam destinados exclusivamente a investimentos da União em Minas, incluindo obras e serviços.
Outras movimentações
Tony Carlos, candidato a deputado estadual, denunciou uma suposta tentativa de suborno contra seu motorista. Segundo o relato, a proposta teria sido enviada por WhatsApp e partiria de um possível adversário.
Candidato a deputado federal, Anderson Adauto participou nesta segunda-feira de uma reunião com a Diretoria da Aciu. Ele apresentou propostas para sua atuação em Brasília e avaliou o cenário político nacional.
Adauto afirmou que a direita tinha alternativas melhores para a Presidência da República, como Tarcísio de Freitas, mas acabou condicionada à extrema direita. Sobre a esquerda, disse que Lula disputa sua última eleição e que o campo político deve evitar, no próximo pleito, o erro que ele atribui à direita.
O candidato também prevê a apresentação de projetos de reforma do Judiciário depois da eleição, impulsionados pela insatisfação com o STF. Entre as propostas mencionadas está a criação de mandatos de 10 a 12 anos para ministros, em substituição à vitaliciedade.
Na avaliação de Anderson, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques podem deixar o Supremo depois da eleição. André Mendonça, que também teria sido alvo de críticas, escaparia de punição ou impeachment, mas receberia uma advertência para mudar sua conduta.



