Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cleitinho só tirou título de eleitor ao decidir disputar mandato

Antes de se candidatar a vereador em Divinópolis, em 2016, Cleitinho Azevedo nunca havia votado e teve a si próprio como primeiro escolhido.

Cleitinho Azevedo nunca tinha votado antes de se candidatar

Cleitinho Azevedo só tirou o título de eleitor quando decidiu disputar sua primeira eleição. Em 2016, aos 34 anos, cadastrou-se na Justiça Eleitoral para concorrer a vereador em Divinópolis. Até então, nunca havia votado. Por isso, ao recordar em quem depositou seu primeiro voto, resume: “Em mim”.

A entrada na política não fazia parte dos planos, segundo Cleitinho. Ele trabalhava no sacolão da família e começava a se tornar conhecido por vídeos publicados no Facebook. Seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, avaliava concorrer à Câmara Municipal, mas passou a ser confundido com Cleitinho nas ruas. As pessoas, então, pediam que o irmão fosse candidato.

“Eu nunca fui fã de político, não. Pelo contrário”, afirma Cleitinho. A decisão veio depois de assistir ao Programa do Ratinho. Ele conta que ouviu o apresentador dizer que quem não se sentia representado pelos políticos deveria disputar uma eleição. Pouco depois, comunicou a escolha aos seguidores em um vídeo.

A campanha pelo contato direto

A estratégia eleitoral aproveitou a rede formada no varejão, entre clientes, conhecidos e pessoas abordadas nas ruas. Cleitinho pedia o número de WhatsApp de quem ainda não tivesse candidato e anotava os contatos. Ao fim da campanha, havia reunido 3.000 pessoas.

O trabalho avançou pela madrugada. Ele diz que começou por volta das 19h de sábado e terminou perto das 9h de domingo, quando os eleitores já se dirigiam às urnas. Mais tarde, ao observar as respostas recebidas, concluiu que poderia ser eleito e avisou a esposa: “Eu tô eleito, eu ganhei a eleição”.

O resultado confirmou a previsão. Cleitinho recebeu 3.023 votos e conquistou uma cadeira na Câmara de Divinópolis. Dez anos depois, após passar pela Assembleia Legislativa e pelo Senado, disputa o governo de Minas. Sua estreia eleitoral permanece marcada pelo fato de que, antes de pedir votos, ele precisou se tornar eleitor.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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