Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Plano de Flávio Bolsonaro não menciona Farmácia Popular, criado no governo Lula

Ausência do programa no plano para 2027–2030 contrasta com a ampliação da gratuidade e dos recursos durante o governo Lula.

Nacional - Eleição de Flávio Bolsonaro pode representar o fim do programa Farmácia Popular

O Farmácia Popular não é citado nas 76 páginas do Plano de Governo 2027–2030 apresentado por Flávio Bolsonaro (PL) para a área da saúde. A ausência ocorre apesar de o programa oferecer medicamentos e insumos gratuitamente a milhões de brasileiros e de ter alcançado 27,3 milhões de beneficiários em 2025.

Criado em 2004, no primeiro governo de Lula, o Farmácia Popular permite a retirada de produtos em estabelecimentos credenciados. Atualmente, o programa reúne 28 mil farmácias, distribuídas por mais de 4,9 mil municípios, com cobertura equivalente a 97% da população brasileira.

Gestores da área da saúde têm apontado dois elementos de preocupação: a falta de um compromisso específico com a continuidade ou a expansão do programa no plano de Flávio Bolsonaro e a redução prevista durante o governo de Jair Bolsonaro.

Orçamento e expansão

No último ano da gestão Jair Bolsonaro, o Projeto de Lei Orçamentária para 2023 enviado ao Congresso previa uma redução de 59% nos recursos do Farmácia Popular. O orçamento autorizado em 2022 era de aproximadamente R$ 2,48 bilhões. Para 2023, a proposta encaminhada pelo governo previa R$ 1,018 bilhão, conforme parecer da área da Saúde da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

O Conselho Federal de Farmácia afirmou, à época, que a redução ameaçava o atendimento de cerca de 21 milhões de pessoas. O Conselho Nacional de Saúde aprovou uma recomendação contra os cortes.

A partir de 2023, o programa voltou a ser ampliado. O credenciamento de novas farmácias, que estava interrompido havia oito anos, foi retomado. Em 2024, 24,07 milhões de pessoas foram beneficiadas, número 15% superior ao registrado em 2022.

A gratuidade avançou no mesmo período. Em 2024, 95% dos medicamentos e insumos já podiam ser retirados sem pagamento. Em fevereiro de 2025, o governo Lula eliminou a coparticipação restante e passou a garantir 100% de gratuidade para os 41 itens disponíveis.

Os investimentos passaram de R$ 2,5 bilhões em 2022 para R$ 3,1 bilhões em 2023 e R$ 3,6 bilhões em 2024. Para 2026, o Ministério da Saúde informa a destinação de R$ 4,7 bilhões à assistência oferecida pelo programa. O governo também criou um grupo permanente para discutir novas ampliações, incluindo a possibilidade de exames e teleatendimentos.

Quem pode retirar os produtos

A retirada é destinada à população em geral e exige documento oficial com foto, CPF e receita médica válida, emitida pelo SUS ou pela rede privada. O programa contempla tratamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite, além de anticoncepcionais e medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares.

Também são oferecidas fraldas geriátricas a pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos. Pelo Programa Dignidade Menstrual, farmácias credenciadas distribuem absorventes gratuitamente às pessoas elegíveis inscritas no CadÚnico.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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