DAKOTA DO SUL — A Wind Cave concentra mais estruturas minerais conhecidas como boxwork do que todas as outras cavernas do mundo somadas, segundo o National Park Service. As formações são descritas como delicadas lâminas minerais organizadas em padrão de caixas.
A caverna também reúne 167 milhas de passagens subterrâneas mapeadas sob apenas 3,2 quilômetros quadrados de superfície. A extensão, distribuída dentro de uma área pequena, resulta de uma rede formada por níveis sobrepostos e ramificações que se cruzam e se entrelaçam no interior da rocha.
Uma rede subterrânea compacta
Em vez de se espalharem horizontalmente por uma área proporcional à extensão total, as passagens da Wind Cave ocupam um volume relativamente compacto. Essa configuração produz uma relação considerada extremamente densa quando comparada à de outras grandes cavernas conhecidas.
De acordo com o National Park Service, a estrutura da rede está ligada à organização tridimensional do sistema e às características da rocha. O padrão de fraturamento que originou a caverna também é apontado como parte das condições específicas que permitiram a formação das passagens.
A concentração de boxwork
A presença de boxwork é outro traço associado à Wind Cave. Embora essa formação possa aparecer em outras cavernas, a quantidade encontrada no local supera a soma registrada nas demais cavernas conhecidas no mundo.
A combinação entre as passagens densamente organizadas e a grande concentração dessas lâminas minerais faz da Wind Cave um caso de interesse para a espeleologia. Pesquisadores investigam quais condições geológicas permitiram que características tão específicas se reunissem em uma área de superfície restrita.
O interesse está na relação entre a estrutura da rocha, o padrão de fraturamento e a distribuição das formações minerais. A caverna oferece, assim, um exemplo para o estudo de redes subterrâneas compactas e dos processos que produzem boxwork em ambientes semelhantes.


