Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trump envia negociadores a Moscou e Kiev com nova proposta para a Ucrânia

Steve Witkoff e Jared Kushner devem apresentar um plano de paz, enquanto Putin mantém sinais ambíguos sobre novas conversas.

Trump envia negociadores a Moscou e Kiev com nova proposta para a Ucrânia
Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Após sete meses, Donald Trump retomou o esforço diplomático para encerrar a Guerra da Ucrânia. Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente americano para o conflito, devem viajar a Moscou e Kiev neste fim de semana para apresentar uma nova proposta de paz.

Trump afirmou que a missão busca avaliar a possibilidade de avanço nas negociações. “Nós os mandamos para ver se eles conseguem ou não algo. Pode haver uma boa chance de que consigam”, disse. Witkoff e Kushner trataram do tema pela última vez em fevereiro, antes de Trump deslocar sua atenção para a guerra no Oriente Médio, que permanece em impasse militar e político.

A viagem à Rússia está prevista para sábado (5), enquanto a ida à Ucrânia deve ocorrer no domingo (6). A visita a Kiev exigiu arranjos de segurança reforçados depois do ataque russo à sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, nesta sexta (4). Volodimir Zelenski chegou a propor um cessar-fogo para garantir a viagem, posteriormente confirmada por Trump.

Obstáculos às negociações

A retomada do diálogo ainda é incerta. Vladimir Putin alternou, nos últimos dias, declarações de abertura a novas conversas com a rejeição de uma negociação direta com Zelenski. O presidente russo enfrenta a pressão da campanha ucraniana contra seu sistema energético e sua logística, mas ampliou o custo imposto aos adversários. Putin considera possível declarar vitória caso conclua a conquista da região de Donetsk, no leste.

Zelenski também enfrenta dificuldades internas. A crise se agravou depois da demissão, em julho, de Mikhailo Fedorov, ministro da Defesa que passou a defender a realização de eleições suspensas pela guerra. A escassez de mísseis antiaéreos aumentou ainda o impacto sobre a população civil.

O cenário inclui uma crise crescente entre o Kremlin e a Otan, aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Rússia, Reino Unido e Alemanha trocaram acusações de interferência indevida. A Otan também manteve exercícios militares no Báltico e no Ártico. Paralelamente, John Ratcliffe, chefe da espionagem americana, viajou a Moscou para se encontrar com Serguei Narichkin, seu homólogo. Desde então, Trump repete que Putin não atacará a Otan.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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