Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Kiev vincula pausa contra alvos russos à proteção da infraestrutura ucraniana

Volodimir Zelensky aguarda detalhes do entendimento anunciado por Donald Trump antes de assumir novos compromissos com Moscou.

Kiev vincula pausa contra alvos russos à proteção da infraestrutura ucraniana
Foto: RS/Fotos Públicas

O Kremlin afirmou que as forças russas continuarão suas operações militares em toda a Ucrânia, mesmo após Donald Trump anunciar um entendimento para evitar ataques contra instalações do setor energético. A posição de Moscou foi apresentada enquanto Kiev condiciona qualquer suspensão de ofensivas contra alvos russos a garantias concretas de reciprocidade.

O governo russo declarou apoio ao apelo para que a Ucrânia interrompa ataques contra a infraestrutura econômica civil. “Só podemos saudar qualquer apelo ao regime de Kiev para que cesse os ataques contra a infraestrutura econômica civil”, afirmou o Kremlin. Na mesma manifestação, porém, Moscou disse que suas forças seguem cumprindo missões no território ucraniano e classificou como favorável a evolução da guerra no front.

Condições apresentadas por Kiev

Volodimir Zelensky afirmou que a Ucrânia poderá suspender ataques a instalações petrolíferas russas se houver comprovação de que Moscou fará o mesmo com o sistema elétrico e outras estruturas consideradas críticas. Entre os alvos que Kiev quer proteger estão instalações de energia, portos, terminais, centros de armazenamento, pontos de distribuição e rotas de abastecimento de alimentos e produtos farmacêuticos.

A declaração ocorreu após Trump escrever que os dois países haviam concordado em não atacar alvos energéticos. Zelensky, entretanto, disse que ainda espera informações mais precisas sobre o entendimento intermediado pelos Estados Unidos. Para o presidente ucraniano, a disposição americana não é suficiente para assegurar que a Rússia cumprirá o compromisso.

Ele também levantou a possibilidade de Moscou estar interessada apenas em uma pausa temporária relacionada às eleições legislativas russas, marcadas para o período de 18 a 20 de setembro. A eventual trégua, segundo a posição apresentada por Kiev, dependeria de uma garantia verificável de que os ataques contra estruturas essenciais seriam realmente interrompidos.

Trump já havia pressionado a Ucrânia a cessar ofensivas contra refinarias russas, relacionando esses ataques ao aumento do preço do diesel no mercado internacional.

Participação internacional

O governo russo mencionou a possível colaboração de países como China e Índia para uma solução do conflito, com base em declarações atribuídas a Vladimir Putin sobre as posições de Xi Jinping e Narendra Modi.

Zelensky havia demonstrado interesse em se reunir com Putin durante a cúpula do G20, em dezembro. O Kremlin rejeitou a proposta.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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