Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Na ONU, Lula associa eleição brasileira a soberania e democracia

Em Nova York, presidente criticou interferências externas, redes de desinformação e abusos ligados a interesses estrangeiros durante a campanha.

Na ONU, Lula associa eleição brasileira a soberania e democracia
Foto: Lula. Reprodução/redes sociais

O presidente Lula afirmou, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que o processo eleitoral brasileiro não pode ser condicionado por interesses estrangeiros nem por ações contra a vontade popular. A fala ocorreu nesta terça, 22, a poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais.

Sem mencionar adversários, Lula apresentou a votação de 4 de outubro como uma escolha entre democracia e negacionismo, além de contrastar a possibilidade de avanço social com o retorno a um passado de exclusão. Também declarou que o pleito será transparente e competitivo, com liberdade de expressão para todos os candidatos.

O presidente, porém, fez uma ressalva ao ambiente da campanha. “Sabemos de alguns abusos dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país”, afirmou. Em seguida, citou o risco de redes de desinformação alterarem o debate público.

Soberania e disputa internacional

Lula disse que o sistema eleitoral não permitirá ações de adversários da democracia, sejam eles internos ou externos. “A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”, declarou, retomando uma linha de confronto indireto com os Estados Unidos.

No discurso, o presidente também relacionou a disputa eleitoral a escolhas sobre a ordem internacional. Colocou em oposição o multilateralismo e o unilateralismo, a democracia e o extremismo, além da soberania e da subordinação. Para Lula, essas decisões exigem coragem, vontade política e clareza de objetivos — características que, segundo ele, se esperam de um estadista.

A fala ocorreu no contexto de críticas de Lula à família Bolsonaro por uma associação com o governo de Donald Trump e de sua oposição a interferências externas nas eleições brasileiras.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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