A delegação brasileira deixou o plenário da Organização das Nações Unidas durante o discurso de Benjamin Netanyahu, repetindo o gesto feito no ano anterior. O chanceler Mauro Vieira não estava no local: participava de um evento em apoio à UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, ao lado do secretário-geral António Guterres.
No evento, Vieira criticou Israel e afirmou que “há quase três anos, Israel vem conduzindo uma campanha orquestrada contra as operações, instalações e funcionários da UNRWA”. O chanceler mencionou ataques militares ilegais, legislação ilícita, desinformação, difamação e perseguição jurídica como parte das ações contra a agência.
A retirada ocorreu depois de Luiz Inácio Lula da Silva acusar o governo de Netanyahu de praticar genocídio contra palestinos durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU. O presidente também afirmou: “Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza.”
A posição brasileira recebeu elogios de Khaled Qaddoumi, representante político do Hamas no Irã. Ele classificou como positiva a atuação de Lula na guerra em Gaza e disse que o presidente brasileiro escolheu estar do lado certo da história.
Qaddoumi avaliou ainda que a manifestação de Lula segue na direção certa e classificou Netanyahu e outros líderes como uma ameaça à humanidade. Para o representante do Hamas, o presidente brasileiro está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto na defesa dos direitos dos palestinos.
Durante a sessão, Netanyahu criticou Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, e o acusou de apoiar o Hamas.


