Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Israel diz ter consolidado posição militar no sul do Líbano

Exército israelense assumiu colina estratégica e afirma que permanecerá na área até o desarmamento do Hezbollah.

Israel diz ter consolidado posição militar no sul do Líbano
Foto: AFP

Israel declarou nesta sexta-feira (4) que concluiu a consolidação de sua chamada zona de segurança no sul do Líbano, depois de assumir uma colina considerada estratégica na região. A posição de Ali Taher fica ao norte do rio Litani e próxima ao limite da área sob ocupação israelense.

O Exército anunciou o controle do local na véspera. A colina havia se tornado um dos principais pontos de disputa no conflito entre Israel e o Hezbollah, mesmo após o cessar-fogo anunciado em junho.

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a tomada da posição encerra a etapa de consolidação do controle israelense na área. Segundo as autoridades de Israel, o Hezbollah havia escavado túneis sob a colina para operar drones e lançar mísseis contra instalações militares no sul do Líbano e contra o norte de Israel.

As forças israelenses devem concluir a neutralização dessas estruturas subterrâneas e continuar na colina para impedir o retorno do grupo. Katz afirmou: “Israel não vai se retirar da zona de segurança no Líbano até que o Hezbollah seja desarmado”. O Exército informou que alguns integrantes do Hezbollah foram mortos, enquanto outros deixaram a região.

O grupo não havia se manifestado sobre a situação na colina até a publicação das informações. O local é apontado como possível abrigo de um centro de comando subterrâneo e de depósitos de armas. No mês passado, o Irã havia advertido os Estados Unidos de que reagiria a um eventual ataque israelense contra posições do Hezbollah dentro da montanha.

Detidos libaneses são transferidos

Israel também transferiu nesta sexta-feira quatro pessoas detidas no país para o Líbano, com a intermediação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Um cidadão libanês havia sido libertado na quinta-feira, totalizando cinco pessoas liberadas.

A medida integra compromissos de construção de confiança incluídos nas negociações entre Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos. Israel afirmou que nenhum dos cinco detidos havia sido identificado como membro do Hezbollah.

Um comitê libanês que acompanha cidadãos sob custódia israelense afirma que dezenas de pessoas foram detidas dentro do Líbano nos últimos seis meses. Parte delas foi libertada depois de dias ou semanas; outras continuam presas.

O CICV declarou que não tem acesso a pessoas detidas por Israel desde outubro de 2023. O presidente libanês, Joseph Aoun, chamou os libertados de um “primeiro grupo”, sinalizando a possibilidade de novas transferências.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que o Líbano devolverá a Israel restos mortais de judeus mortos no país na década de 1980. Não foram informados os nomes nem a data prevista para a transferência.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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