Um ataque israelense contra uma estrutura subterrânea atribuída ao Hezbollah provocou um tremor de magnitude 4,1 no sul do Líbano. O abalo foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que acompanha atividades sísmicas em diferentes partes do mundo, nesta quinta-feira, 10.
A Força de Defesa de Israel (IDF) afirmou que o complexo reunia foguetes, mísseis e drones de fabricação iraniana. De acordo com a corporação, havia ainda um centro de comando, depósitos de munição e áreas destinadas à permanência de combatentes.
O porta-voz militar declarou que os integrantes encontrados no local “foram eliminados ou fugiram”. A IDF também disse que a rede subterrânea havia sido construída ao longo de duas décadas, com apoio financeiro e orientação do governo iraniano. Nos últimos meses, segundo a força, militares israelenses cercaram a área e ampliaram a pressão sobre os túneis.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou imagens das explosões na rede social X. Ele classificou o conjunto de túneis de Ali Taha como o principal posto avançado iraniano fora do Irã e afirmou: “Completando a missão. Feliz Ano Novo”.
O tremor ocorreu por volta das 18h08, no horário local, a 10 quilômetros de profundidade, considerada rasa em termos geológicos. Até a divulgação das informações, não havia registro de vítimas nem de danos estruturais relevantes relacionados ao episódio.
A IDF informou que pretende continuar atuando na chamada zona de segurança no sul do Líbano. A justificativa apresentada é neutralizar ameaças e evitar ataques do Hezbollah contra Israel.


