O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mencionou durante discurso na Assembleia Geral da ONU a operação que detonou pagers e walkie-talkies usados pelo Hezbollah no Líbano. “Hezbollah certamente se lembra deles”, afirmou, ao fazer referência aos dispositivos explosivos.
A primeira onda ocorreu em 17 de setembro de 2024, quando centenas de pagers de integrantes do grupo explodiram simultaneamente. Ao menos 12 pessoas morreram e 2.800 ficaram feridas no Líbano e na Síria. Entre os atingidos estava o embaixador do Irã em Beirute.
No dia seguinte, walkie-talkies utilizados pelo Hezbollah também explodiram. O episódio deixou mais 14 mortos e outras 450 pessoas feridas. Um representante do grupo havia classificado a operação como a maior falha de segurança.
Autoria admitida
Netanyahu só reconheceu em novembro de 2024 a autoria da operação, planejada pela Mossad. Em uma reunião do Conselho de Ministros, ele declarou que os ataques com pagers e a eliminação de Hassan Nasrallah foram lançados apesar da oposição de altos oficiais do aparato de segurança e do escalão político responsável por eles.
Do lado de fora da ONU, manifestantes exibiram um boneco de Netanyahu com roupa de presidiário e uma corda no pescoço. Uma placa o chamava de Satanás, enquanto a multidão pedia que ele fosse enterrado a dois metros de profundidade.
Os cartazes também defendiam o enforcamento de Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional. Ele liderou a aprovação de uma lei que determina a execução por enforcamento de palestinos condenados por terrorismo letal.


