NOVA YORK — Governos reunidos no Escudo das Américas assinaram, na terça, 22, um acordo que classifica facções narcotraficantes como ameaças compartilhadas e prevê medidas contra seus integrantes, associados e apoiadores. O documento também estabelece que as organizações poderão ser alvo de sanções individuais e coletivas.
A primeira ação conjunta da coalizão concentra-se em 24 grupos, entre eles o PCC e o CV. O acordo prevê, conforme as obrigações legais internacionais e internas de cada país, congelamento de ativos, restrições de imigração e de visto e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material ou logístico às organizações.
O documento foi assinado por membros da Aliança e divulgado pelo Departamento de Estado. A declaração afirma que as organizações narcoterroristas transnacionais representam uma ameaça à paz e à segurança do hemisfério, além de afetarem a segurança e a prosperidade dos cidadãos.
Apoio eleitoral
Durante o evento do Escudo das Américas, realizado em Nova York, Donald Trump afirmou que todos os candidatos apoiados por ele em eleições na América Latina venceram. Ao lado de líderes e representantes de países da região, o presidente dos Estados Unidos declarou: “Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”.
Trump citou como exemplos Abelardo de la Espriella, presidente colombiano, e Javier Milei, na Argentina. O Escudo das Américas foi lançado pela administração Trump e reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, incluindo Argentina, Chile e El Salvador.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump comparou os cartéis ao “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental”. Na ocasião, disse que os grupos são inimigos em guerra contra a civilização e os acusou de usar assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror. Para o presidente americano, seus integrantes devem ser mortos, exilados ou detidos.


