O acordo firmado pelos integrantes do Escudo das Américas estabelece medidas contra 24 organizações narcotraficantes, entre elas o PCC e o CV. O documento prevê sanções dirigidas a membros, associados e apoiadores dos grupos listados.
A declaração foi assinada nesta terça-feira, 22, por países que integram a coalizão lançada pela administração Trump. O bloco reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, como Argentina, Chile e El Salvador.
Medidas previstas
Entre as providências anunciadas estão o congelamento de ativos e limitações de imigração e de visto para pessoas ligadas às organizações. O acordo também prevê responsabilização criminal de indivíduos que forneçam conscientemente apoio material, inclusive logístico, aos grupos.
A aplicação das medidas deverá observar as obrigações legais internacionais e internas de cada país. A lista contempla as 24 organizações independentemente do nome pelo qual sejam identificadas em cada país integrante da coalizão.
O documento, divulgado pelo Departamento de Estado, apresenta a iniciativa como a primeira ação conjunta do Escudo das Américas dentro de seus pilares recém-anunciados. A declaração afirma que organizações narcoterroristas transnacionais representam uma ameaça imediata e compartilhada no hemisfério, com riscos para a paz, a segurança e a prosperidade dos cidadãos.
Declaração na ONU
Mais cedo nesta terça-feira, 22, Trump discursou na Assembleia Geral da ONU e comparou os cartéis ao “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental”. Na fala, afirmou que esses grupos usam assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror e defendeu que seus integrantes sejam mortos, exilados ou detidos.


