Um veículo submarino autônomo da Marinha dos Estados Unidos foi retirado das águas do Estreito de Ormuz pela força naval da Guarda Revolucionária do Irã nesta terça-feira, 8. O equipamento apresentava mau funcionamento havia mais de 24 horas, enquanto era empregado em uma missão de monitoramento na região.
Uma fonte do governo americano afirmou, sob anonimato, que o aparelho era um modelo antigo e não transportava sensores classificados de sonar ou radar. O drone apreendido é o Dive-LD, produzido pela empresa norte-americana Anduril.
Um sistema projetado para longas missões
O equipamento tem 5,8 metros de comprimento e massa próxima de três toneladas. Desenvolvido para operar sem tripulação, o veículo pode permanecer em atividade contínua por até dez dias e alcançar profundidades próximas de seis mil metros.
O Dive-LD possui uma arquitetura modular para levar cargas diferentes, conforme o objetivo de cada operação. Seu casco é produzido por impressão 3D e conta com um sistema de inundação controlada. Conforme a fonte americana, essa solução simplifica a fabricação e permite ampliar a escala de produção.
Após a captura, veículos de comunicação ligados às Forças Armadas iranianas descreveram o aparelho como um “submarino inteligente”. Também disseram que ele reúne “a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina” e que havia sido entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025.
Produção vinculada ao programa Replicator
O custo estimado do Dive-LD é de aproximadamente US$ 2,5 milhões, equivalente a R$ 12,7 milhões na cotação vigente. A Marinha americana começou a incorporar unidades em abril de 2025, dentro do programa Replicator, destinado à produção acelerada de sistemas autônomos.
A Anduril projeta aumentar a capacidade de fabricação para 200 unidades por ano em uma fábrica localizada no estado de Rhode Island.


