Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

Em “Muito Prazer”, desejo e sobrevivência movem uma comédia sobre novos negócios

Filme de Jorge Furtado acompanha dois personagens que transformam um hotel decadente em empreendimento ligado ao desejo e à tecnologia.

Em “Muito Prazer”, desejo e sobrevivência movem uma comédia sobre novos negócios

A tentativa de transformar um espaço decadente em negócio conduz Muito Prazer, novo filme de Jorge Furtado. A comédia acompanha personagens atravessados por dificuldades econômicas, desejos e estratégias de sobrevivência, reunidos em torno de uma ideia capaz de alterar o rumo de suas vidas.

Rubem, interpretado por Daniel de Oliveira, trabalha como motorista de aplicativo e herda um terreno com mais de 2000 metros quadrados de área total. No local funcionava o antigo hotel Pérola. É ali que ele conhece Grace, vivida por Luisa Arraes, ex-funcionária que passou a morar no estabelecimento depois que o espaço perdeu a atividade e o salário deixou de existir.

Diante da necessidade de encontrar uma saída para o futuro do imóvel, Rubem e Grace decidem reformular o hotel. O novo empreendimento oferece suítes equipadas com câmeras e ambientações que passam por referências medievais e egípcias. Nalva, personagem de Samantha Jones, contribui com seus conhecimentos de tecnologia.

Desejo, crise e adaptação

A trama parte de situações reconhecíveis: a busca por melhores condições de vida, os expedientes encontrados para enfrentar momentos difíceis e a presença dos recursos digitais na maneira como os desejos são vividos. O filme organiza esses elementos por meio de figuras que parecem afastadas das oportunidades convencionais e encontram, na iniciativa criada dentro do hotel, uma possibilidade de mudança.

A abordagem do desejo é leve, apoiada por diálogos ágeis e pela relação entre os personagens. Em alguns momentos, porém, a narrativa se apoia demais em soluções convenientes e acumula frases de efeito. A forma como trata a inconsequência também simplifica conflitos, ainda que a dinâmica do elenco ajude a sustentar o desenvolvimento da história.

Entre o marketing, os tabus relacionados ao sexo e a presença da tecnologia nos momentos íntimos, Muito Prazer articula diferentes formas de prazer e empreendedorismo. A comédia segue por um modelo convencional, mas encontra espaço para levantar questões sobre oportunidades, desejo e as saídas imaginadas por quem tenta reorganizar a própria vida.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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