Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Críticas ao STF apontam afastamento das cortes internacionais da disputa política

A expansão do Judiciário brasileiro é apresentada como resultado de um processo de décadas, marcado por conflitos entre os Poderes e falta de controles externos.

Críticas ao STF apontam afastamento das cortes internacionais da disputa política
Foto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal é descrito como uma instituição cada vez mais envolvida em disputas políticas que, segundo a análise de Márcio Coimbra, deveriam permanecer no Congresso Nacional e na arena eleitoral. O diagnóstico relaciona esse movimento à transformação da Corte em espaço de confrontos cotidianos e ao afastamento de sua função constitucional de guardiã da Constituição.

A avaliação sustenta que o Poder Judiciário brasileiro vive um período de desgaste e que a crise não surgiu de maneira isolada. Ela seria o resultado de um longo processo de expansão institucional, associado ao enfraquecimento das fronteiras entre os Poderes e ao distanciamento do devido processo legal.

Alertas e falta de reforma

Os riscos dessa trajetória, ainda segundo a análise, já eram apontados há mais de duas décadas. No final dos anos 1990 e início dos 2000, o senador Antonio Carlos Magalhães defendeu a criação da CPI do Judiciário e criticou a morosidade, a ineficiência e a benevolência corporativa diante de desvios na magistratura.

A advertência atribuída a ACM era de que uma estrutura sem freios externos poderia se tornar insular e resistente à fiscalização. A ausência de uma reforma profunda teria contribuído para consolidar uma cúpula judicial pouco aberta à crítica e ao controle republicano.

O texto também associa a atual conflagração interna do Supremo a um modelo concentrado na abertura contínua de inquéritos extraordinários. Nesse arranjo, uma mesma figura poderia ocupar simultaneamente as posições de vítima, acusador e julgador, aprofundando a sobreposição entre funções judiciais e políticas.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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