A avaliação de John Oliver sobre a eleição brasileira incluiu a possibilidade de que a política comercial de Donald Trump tenha fortalecido Lula. No Last Week Tonight, programa exibido pela HBO, o apresentador afirmou que o presidente americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, depois de chamar de “caça às bruxas” o processo contra Jair Bolsonaro.
Na leitura de Oliver, a reação de Lula — ao classificar as tarifas como uma violação da soberania nacional — pode ter ampliado sua popularidade. A observação fez parte de um bloco de 25 minutos dedicado à disputa presidencial brasileira, exibido no domingo, 27.
Paralelos entre Brasil e Estados Unidos
O apresentador comparou os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, à invasão do Capitólio americano, em 6 de janeiro de 2021, realizada por apoiadores de Trump.
Oliver também aproximou as trajetórias dos dois ex-presidentes. Além de mencionar a manifestação de Trump durante o julgamento de Bolsonaro, afirmou que a interferência do líder americano talvez tenha produzido um resultado diferente do pretendido no cenário brasileiro.
A avaliação sobre Flávio Bolsonaro
Ao tratar da candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, Oliver disse que o político tenta se apresentar como uma versão renovada do pai, embora os dois mantenham posições políticas semelhantes. O apresentador também lembrou que Flávio prometeu conceder perdão a Jair Bolsonaro caso seja eleito.
Oliver afirmou que o candidato tem chances reais de vencer a eleição e classificou essa hipótese como negativa. Segundo ele, a possibilidade envolveria o retorno do país ao comando de outro Bolsonaro, em um momento no qual o Brasil é apresentado no programa como uma democracia de grande peso e abriga uma floresta tropical relevante para as metas climáticas globais.
Ao encerrar a análise, o comediante declarou: “Há claramente muito em jogo no Brasil.” Em tom de humor, disse esperar que, no domingo, 4, as mensagens de Lula tenham mais força entre os eleitores do que a campanha de Flávio.


