Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país, após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo. A paralisação começou às 22 horas de quinta-feira (10 de setembro).
A decisão foi tomada em assembleias da categoria depois de sucessivas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), informou a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect).
Entre os principais pontos de impasse está o plano de saúde destinado aos trabalhadores, aposentados e suas famílias. A federação afirma que a direção dos Correios pretende deixar de ser mantenedora do benefício, mudança que, na avaliação da entidade, pode afetar o custeio e a garantia da assistência médica.
“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano”, declarou a Findect.
A entidade afirmou que continua acompanhando o movimento e espera uma resposta da direção dos Correios e do governo federal às reivindicações. Entre as exigências estão a preservação de direitos e do plano de saúde, além do respeito aos trabalhadores da empresa.
Até o momento, a direção dos Correios não havia apresentado posicionamento sobre a greve.


