Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rock in Rio 2026 reúne k-pop, clássicos e shows marcados pela chuva

Festival terminou com 700 mil pessoas em sete dias e teve Elton John, Stray Kids, Ivete Sangalo e apresentações avaliadas de formas distintas.

Rock in Rio 2026 reúne k-pop, clássicos e shows marcados pela chuva
Foto: Pedro Kirilos/Estadao

O Rock in Rio 2026 terminou neste domingo, 13, depois de sete dias de programação, 190 shows e a participação de 1,3 mil artistas distribuídos em sete palcos. De acordo com a organização, 700 mil pessoas passaram pelo festival, que teve Elton John, Stray Kids, Ivete Sangalo, Black Eyed Peas, Maroon 5 e Twenty One Pilots entre as principais atrações.

A chuva foi um dos elementos mais presentes na edição. Ela caiu com força especialmente no dia 6, durante a apresentação do headliner Calvin Harris, e voltou no encerramento. O público precisou atravessar grandes poças de água, situação que também atingiu áreas de bastidores e camarins.

Em coletiva realizada no domingo, 13, Roberta Medina, vice-presidente executiva do evento, afirmou que a chuva alterou indiretamente o comportamento dos frequentadores. Com receio de molhar os celulares, muitas pessoas teriam deixado os aparelhos de lado e interagido mais com as atrações. “Há 40 anos as poças eram de lama, eu acho que a poça de água tá tudo bem”, disse ela, ao lembrar da primeira edição, em 1985.

Entre o rock, o pop e o k-pop

Os primeiros dias trouxeram uma programação mais próxima do rock tradicional, com Foo Fighters no dia 4 e Avenged Sevenfold no dia 5. As maiores multidões, porém, apareceram em apresentações de Elton John, Black Eyed Peas, Maroon 5 e Stray Kids.

A estreia do k-pop no Palco Mundo foi um dos acontecimentos da edição. O Stray Kids reuniu fãs com lightsticks e pediu cuidado durante o show: “Bebam bastante água, não empurrem e ajudem quem está ao lado.” O grupo também destacou a dimensão da plateia. A produção chegou a pedir que o público se afastasse da grade antes da apresentação de Hwasa.

Elton John foi o principal destaque musical do festival. Aos 79 anos, o cantor fez uma apresentação de mais de duas horas, com clássicos como Saturday Night’s Alright, Sacrifice e Rocket Man. Em Crocodile Rock, conduziu o público em um momento coletivo de palmas e canto.

Entre os shows elogiados esteve também o do Jamiroquai, que levou ao Palco Sunset seu acid jazz e o desempenho de Jay Kay. Roupa Nova revisitou sucessos como Dona e A Viagem, enquanto Guilherme Arantes cantou Cheia de Charme e Lindo Balão Azul.

Péricles apresentou um repertório dedicado à Motown, com canções como I’ll Be There, ABC, How Sweet It Is e For Once In My Life. Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas levaram ao Palco Sunset o repertório do álbum Criolo, Amaro e Dino, combinando jazz, rap e ritmos afro-lusófonos. A apresentação incluiu Pérola Negra, Oceano e Não Existe Amor em SP.

O Black Eyed Peas, sem Fergie, contou com Papatinho, homenageou Sergio Mendes e recebeu J. Rey Soul. Ivete Sangalo, em sua vigésima participação no festival, manteve a conexão com o público mesmo sob chuva forte. A edição de 2028 já está confirmada para setembro.

Apresentações que dividiram avaliações

Entre os shows considerados menos bem-sucedidos esteve o de Machine Gun Kelly, deslocado no dia dedicado ao metal. A apresentação ocorreu antes de Bring Me The Horizon, que levou ao mesmo palco uma energia diferente.

Maroon 5 foi criticado pela repetição do formato, embora Adam Levine tenha mantido a adesão dos fãs. A exceção apontada foi a participação do tecladista PJ Morton em Heavy. Luísa Sonza também recebeu críticas por uma apresentação que transitou entre bossa nova e funk sem unidade considerada suficiente.

Calvin Harris foi comparado a Alok. O escocês apareceu associado a uma balada sustentada por sucessos, enquanto o brasileiro apostou em um espetáculo visual com uma nave espacial projetada no telão do Palco Mundo. A organização confirmou que o Rock in Rio voltará em 2028.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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