Leão Serva reúne experiências de cinco décadas no jornalismo em Como se Proteger de uma Granada, livro sobre a sobrevivência em um mundo atravessado por guerras, disputas políticas e redes sociais.
Ao longo da carreira, Serva participou da cobertura de conflitos e também mediou um debate entre candidatos que terminou com uma cadeirada transmitida ao vivo pela televisão aberta. Em outra passagem marcante, comandava uma redação que havia escolhido o 11 de setembro de 2001 como o dia da boa notícia. O planejamento foi interrompido pelo ataque terrorista que derrubou as Torres Gêmeas, em Nova York.
A obra parte dessas situações para discutir a maneira como a realidade é afetada pela dinâmica das plataformas digitais. O jornalista associa as redes à polarização e ao radicalismo que também alcançam o ambiente político.
“É sobre radicalismo”, explica Serva. Para ele, esse fenômeno resulta da chamada economia da atenção e se manifesta na radicalização das redes sociais, com efeitos que podem contaminar a esfera política.
O livro, assim, articula episódios da trajetória profissional do autor a uma reflexão sobre os desafios de informar e compreender acontecimentos em um cenário marcado por conflitos, disputas e circulação acelerada de conteúdos.


