Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tamanduá-bandeira é registrado no oeste gaúcho após décadas de ausência

Imagens no Parque Estadual do Espinilho indicam possível dispersão de animais ligados à recuperação da espécie na Argentina.

Tamanduá-bandeira é registrado no oeste gaúcho após décadas de ausência

O reaparecimento do tamanduá-bandeira no Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, recoloca em debate os limites da recuperação de espécies desaparecidas de parte de sua área histórica. O animal não era registrado no Rio Grande do Sul havia aproximadamente 130 anos.

A presença foi identificada inicialmente em 2023, por meio de uma armadilha fotográfica instalada no parque. Novas imagens foram obtidas no mesmo local, mas ainda não permitiram determinar quantos indivíduos estão envolvidos. Por isso, o registro confirma a ocorrência recente, mas não comprova a formação de uma população estabelecida no Pampa gaúcho.

O tamanduá-bandeira, ou Myrmecophaga tridactyla, é a maior espécie viva de tamanduá. Tem focinho alongado, garras dianteiras fortes e cauda grande coberta por pelos. A Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul confirmou que a espécie era considerada extinta no estado havia 130 anos.

Uma possível conexão com a Argentina

A hipótese mais forte para explicar o aparecimento no Brasil está relacionada à expansão de animais oriundos de Corrientes, na Argentina. O Parque Estadual do Espinilho fica próximo da fronteira, e a população dos Esteros del Iberá já demonstra capacidade de ocupar áreas além dos locais onde foi reintroduzida.

O processo começou em 2007, quando um projeto de reintrodução soltou o primeiro casal em uma região de Corrientes onde o tamanduá-bandeira havia desaparecido décadas antes. Depois, animais reabilitados e filhotes nascidos em liberdade formaram diferentes núcleos. Parte deles passou a sobreviver e a se dispersar sem depender de novas liberações.

Na Argentina, há registros de indivíduos que se afastaram muitos quilômetros dos pontos de reintrodução e chegaram a propriedades vizinhas. A espécie utiliza áreas extensas em busca de alimento e território, o que torna a conexão entre habitats um elemento importante para sua expansão.

Recuperação ainda cercada de riscos

Áreas protegidas, campos nativos e corredores ecológicos podem favorecer o deslocamento. Fora das reservas, porém, os animais ficam expostos a estradas, incêndios, cães, caça e perda de vegetação.

O tamanduá-bandeira continua classificado como Vulnerável na lista nacional de espécies ameaçadas. O caso do oeste gaúcho representa uma recuperação regional, especialmente ligada a Corrientes, e não uma expansão uniforme por toda a América Latina. A presença registrada mostra que reintrodução, reprodução e dispersão podem devolver a espécie a áreas antigas quando ainda há habitat conectado.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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