Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Festival de Brasília homenageia Julia Lemmertz e abre programação com A Pele Morta

A 59ª edição começou com tributo à atriz e exibiu o filme de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres; mostra sobre Vladimir Carvalho também foi aberta.

Festival de Brasília homenageia Julia Lemmertz e abre programação com A Pele Morta

A 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou com uma homenagem à atriz Julia Lemmertz e a exibição de A Pele Morta, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A programação também abriu a Mostra História(s) do Cinema Brasileiro, dedicada inicialmente ao documentarista Vladimir Carvalho.

Durante a cerimônia, Julia Lemmertz revisitou momentos de sua carreira e encerrou a fala com uma referência a A Tempestade, de William Shakespeare: “Somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos, e a nossa pequena vida é cercada pelo sono”.

Um road movie pela América Latina

A Pele Morta foi concebido inicialmente para ser dirigido por Geraldo Moraes, que morreu antes da realização. O projeto chegou às telas pelas mãos de dois de seus filhos, Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. O filme acompanha um caminhoneiro uruguaio, interpretado por César Troncoso; um rapper guarani-kaiowá, vivido por Luan Iturve; e uma garota paraguaia, papel de Ivana Gómez, encontrada durante o trajeto.

Com roteiro de Daniel Tavares, o longa evita apresentar uma tese ou se transformar em panfleto. A narrativa deixa espaço para diferentes interpretações e percorre estradas precárias, em um veículo sujeito a quebras e coberto de barro. O caminhoneiro procura trabalho; o personagem indígena, marcado pela morte do irmão, tenta decidir se retorna à comunidade; e a garota busca a irmã, que deixou a casa para trabalhar como empregada doméstica. As histórias compõem um retrato de personagens em deslocamento por uma América Latina sem enfeites.

A Mostra História(s) do Cinema Brasileiro começou na sala que leva o nome de Vladimir Carvalho, com a exibição do curta Brasília segundo Feldman, de Vladimir Carvalho e Eugene Feldman, seguido pelo longa Adeus, Brasília, de Moacir Macedo. Com 90', o documentário se organiza em torno de uma entrevista realizada quando Vladimir tinha 88 anos, pouco antes de morrer.

O filme recupera sua trajetória, desde a participação em Aruanda (1960), de Linduarte Noronha, e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, até trabalhos próprios como A Bolandeira (1967), Vestibular 70 (1970), O País de São Saruê (1971) e A Pedra da Riqueza (1976). Também aparecem imagens do velório do cineasta, realizado na ante-sala do Cine Brasília.

A programação da noite inclui três episódios da série Delegado, com Johnny Massaro no elenco e direção de Marcelo Lordello e Leonardo Lacca. Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho assinam a produção. Depois, começam as mostras competitivas, com o longa Ana, en Passant e os curtas Mariposa e Vejo Você De Repente.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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