Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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CineBH encerra edição com prêmios para filmes de Cuba, México e Chile

Mostras Horizonte e Território definiram seus vencedores, enquanto o Brasil Cinemundi reconheceu projetos em diferentes fases de produção.

CineBH encerra edição com prêmios para filmes de Cuba, México e Chile

A cerimônia de encerramento do CineBH 2026 reuniu os prêmios das mostras competitivas e do Brasil Cinemundi, que funciona de forma independente dentro do festival. A programação competitiva reconheceu filmes de Cuba, México, Chile e Brasil, enquanto a área dedicada a projetos distribuiu apoios para produções em desenvolvimento.

Na Mostra Horizonte, voltada a diretores estreantes em longas-metragens, o prêmio de melhor longa-metragem foi para Cuba y la Noche, dirigido por Sérgio Fernández Borrás e produzido por Cuba, Espanha e Colômbia. O Destaque do Júri ficou com Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira.

O júri jovem da mesma mostra escolheu Jankee, de Yamel Thompson. O filme mexicano acompanha uma estudante de cinema que registra, em falas e imagens, seu relacionamento com um jovem cubano.

Os premiados da mostra Território

Na Território, destinada a diretores não estreantes, o prêmio de melhor longa-metragem foi concedido a Nuestro Cuerpo Es una Estrella que se Expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco, do México.

O Destaque do Júri foi entregue a Telúrica: a Íntima Utopia, de Mariana Lacerda. Já o júri da crítica, organizado pela Abraccine, escolheu La Vida que Vendrá, dirigido por Karin Cuyul, do Chile.

As duas mostras competitivas acontecem no Cine Humberto Mauro. O festival também exibe filmes em sessões especiais, cuja composição varia a cada edição. Em outra frente, o Cinemundi reúne mesas, reuniões e sessões de pitching para projetos de filmes em diferentes etapas de realização.

Projetos em desenvolvimento

O principal prêmio do júri oficial do Brasil Cinemundi foi para Muganga, com direção de Rodrigo Ribeyro e produção de Julia Alves. O júri foi formado por Joana Oliveira, Fred Burle e Jesús Pimentel.

Bom Retorno, dirigido por Breno Alvarenga e produzido por Carol Silva, recebeu o prêmio de primeiro projeto e também foi selecionado para o WIP - Mistika. Fogo Adentro, de Daniel Calil, com produção de Renato Ogata, Eliane Ferreira e Ludmila Rodrigues, recebeu o prêmio de segundo projeto.

Entre os demais projetos reconhecidos estão Aña, de Mariana Lacerda, produzido por Carol Ferreira; Primas, de Bruno Gularte Barreto, com produção de Marina Torre; A Luta que Não Pode Parar, de Ewerton Belico, produzido por Vitor Graize; e Coração Americano, de Aiano Bemfica, com produção de Tatiana Mitre.

Também receberam prêmios Em Nome do Pai e do Filho, de Gabriel Freire; O Presidente Negro, de Gabriel F. Marinho; Cavalo, de Valentina Homem; Boi de Conhas, de Daniel Barosa; Kiki - Uma Ponte entre Mundos, dirigido por Dario Aldana, Werá Alexandre e Patricia Para Yxapy; Dona da Minha Cabeça, de Nash Laila; e BPM: Batidas pelo Mundo, de Gabriel Marcos, que recebeu menção especial com consultoria coletiva.

A presença de Paz Encina

A programação também contou com a diretora paraguaia Paz Encina, que acompanhou e comentou sessões de Hamaca Paraguaya, Exercícios de Memória e Carta a un Viejo Master.

O último filme nasceu de um convite da produtora carioca Duas Mariolas, de Filipe Bragança e Marina Meliande. A proposta inicial era realizar uma obra sobre o Rio de Janeiro, em diálogo com o trabalho de Eduardo Coutinho, a quem Encina considera um mestre, embora nunca tenha convivido pessoalmente com ele.

A diretora voltou ao ambiente de Edifício Master, documentário de Coutinho ambientado em um prédio de classe média em Copacabana. Durante a produção, encontrou dificuldades para localizar antigos moradores e enfrentou restrições para filmar no edifício.

Ao buscar orientação da montadora Jordana Berg, que também editou filmes de Coutinho, ouviu uma frase que passou a orientar sua relação com o material disponível: “Isso é o que eu tenho, e o que eu tenho me define”. A fala foi apresentada no encerramento como uma síntese do vínculo entre criação cinematográfica, limitações de produção e continuidade dos projetos discutidos no festival.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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