BELO HORIZONTE — A 20ª edição do CineBH começou no Cine Theatro Brasil, no centro da cidade, com homenagens à diretora paraguaia Paz Encina e à escritora mineira Conceição Evaristo, que também integra o elenco do filme de abertura do festival.
Encina apresentou uma seleção de 20 filmes latino-americanos que influenciaram sua formação. Entre os títulos mencionados estavam Terra em Transe, de Glauber Rocha, e Memórias do Subdesenvolvimento, do cubano Tomás Gutiérrez Alea. A diretora também lembrou a obra de Patricio Guzmán, autor da trilogia Batalha do Chile, dedicada à ascensão da Unidade Popular de Salvador Allende e ao golpe que levou Augusto Pinochet ao poder e instaurou uma ditadura.
Filme de abertura
Conceição Evaristo participa de Se eu Fosse Vivo...Vivia, dirigido por André Novais Oliveira e vencedor do recém-encerrado Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A escritora perdeu a conexão do voo para Minas, mas participou por internet, em um depoimento sobre a relação que o cinema passou a estabelecer com sua sensibilidade.
A sessão reuniu público atento na sala de exibição do teatro. O início do festival foi marcado ainda por um espetáculo de inspiração latino-americana e pela participação de Evaristo à distância.
A programação segue com mesas, palestras e entrevistas coletivas sobre a situação do cinema latino-americano. Também estão previstas retrospectivas de filmes clássicos e o início das mostras competitivas Horizontes e Território.
Três longas-metragens dessas mostras serão exibidos na sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes: Si vás para Chile, Cuba y la Noche e Puken Swa. As produções são do Chile, de Cuba e da Colômbia, respectivamente, e integram o painel dedicado ao cinema latino-americano.


