Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ciência

Por que os mapas atuais reduzem o tamanho da África e da América do Sul

Resolução aprovada pela Assembleia Geral da ONU questiona a projeção de Mercator e propõe uma representação cartográfica baseada em dados científicos.

Por que os mapas atuais reduzem o tamanho da África e da América do Sul
Foto: Equal Earth/Divulgação

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução para ajustar a forma como o mundo é representado nos mapas. A proposta, liderada pelo Togo, recebeu 164 votos favoráveis, um voto contrário dos Estados Unidos e seis abstenções.

A mudança está ligada à projeção de Mercator, criada no século 16 pelo geógrafo belga Gerardo Mercator. O modelo permite representar em uma superfície plana a forma esférica da Terra, mas amplia visualmente as áreas próximas aos polos e reduz a aparência das regiões equatoriais.

O efeito sobre os continentes

Nesse sistema, a Europa e a América do Norte parecem maiores do que são, enquanto a África e a América do Sul aparecem reduzidas. A versão atualizada deverá modificar principalmente a representação do continente africano, que ganhará maior dimensão visual. O Brasil também aparecerá maior nos mapas corrigidos.

A diferença fica evidente na comparação com a Groenlândia. Nas representações baseadas em Mercator, a ilha ártica aparenta ter tamanho semelhante ao da África e da América do Sul. Na realidade, a África é 14 vezes maior que a Groenlândia, e o Brasil sozinho é quatro vezes maior.

Ciência e reparação histórica

Antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras do Togo, Robert Dussey, afirmou que a aprovação transmitiria uma mensagem de confiança na “verdade científica”. Para ele, a discussão não deveria ser tratada como uma disputa política, mas como uma questão baseada em evidências.

A iniciativa também é apresentada como uma forma de reparação histórica e de correção de uma representação considerada distorcida. Um abaixo-assinado na internet chamado “Corrija o mapa”, mesmo nome da proposta apresentada à Assembleia da ONU, reúne mais de 11.700 assinaturas. O documento afirma que o modelo reduz a percepção sobre a dimensão da África e diminui sua importância.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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