Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ciência

Detector subterrâneo identifica evento compatível com partícula de matéria escura

Sinal registrado em experimento com xenônio líquido pode representar uma interação prevista, mas ainda não confirma a existência da matéria escura.

Detector subterrâneo identifica evento compatível com partícula de matéria escura
Foto: Laboratório de Pesquisa Subterrânea de Stanford/Divulgação

Um detector instalado a 1,6 quilômetros abaixo da superfície registrou um evento compatível com a interação de uma partícula do tipo WIMP, uma das hipóteses consideradas pela ciência para explicar a matéria escura. Os pesquisadores responsáveis, porém, afirmam que o resultado isolado não permite confirmar a descoberta.

A observação foi feita pelo experimento Lux-Zeplin (LZ), no laboratório subterrâneo de Stanford, nos Estados Unidos. O projeto busca identificar momentos em que partículas associadas à matéria escura entram em contato com matéria comum. Para isso, utiliza dez toneladas de xenônio em estado líquido dentro de um dispositivo detector.

O que o detector procura

Quando ocorre o espalhamento, processo em que dois átomos interagem e se dispersam, podem surgir flashes de luz. As características dessa luz ajudam os pesquisadores a determinar qual partícula entrou em contato com o xenônio.

No registro mais recente, uma interação com o elemento foi atribuída pelos cientistas a uma partícula considerada compatível com uma WIMP. A sigla vem da expressão em inglês Weakly Interacting Massive Particle, traduzida como partícula massiva que interage fracamente. Esse tipo de partícula está entre os candidatos a compor a matéria escura.

Os resultados foram apresentados em uma conferência e enviados para publicação na revista Physical Review Letters. A divulgação ocorreu na última terça-feira, 1.

Por que o resultado ainda não basta

A matéria escura não é visível para os olhos nem para os telescópios e, em geral, não interage com a matéria comum — aquela que compõe estrelas, planetas, pessoas e os demais elementos observáveis. Sua existência é inferida pelos efeitos gravitacionais produzidos em escalas galácticas.

O físico Sam Eriksen, autor líder do estudo, ressaltou a limitação do registro: “Mesmo de suma importância, por ser um evento único, não vamos determinar que é matéria escura”.

A substância permanece entre os problemas em aberto da física e da astronomia. Há teorias diferentes sobre sua existência ou inexistência, sem consenso geral sobre seus principais traços. Também não existe acordo amplo sobre a natureza da energia escura, um tipo de energia cósmica relacionado à matéria.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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