Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Banco Central da Holanda desloca 86 toneladas de ouro para Londres

Operação transferiu parte das reservas mantidas na América do Norte para o Banco da Inglaterra, sem alterar o total de 612,4 toneladas.

Banco Central da Holanda desloca 86 toneladas de ouro para Londres
Foto: Toby Shepheard/Reuters

O Banco Central da Holanda (DNB) transferiu aproximadamente 86 toneladas métricas de ouro de cofres na América do Norte para o Banco da Inglaterra, em Londres, ao longo dos últimos seis meses. A operação, realizada entre março e agosto, foi apresentada como uma medida de preparação para uma eventual crise.

O deslocamento corresponde a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá. O volume total das reservas holandesas, porém, permaneceu em 612,4 toneladas.

Com a mudança, a maior parcela do ouro do país passou a estar sob custódia do Banco da Inglaterra. A participação de Nova York caiu de pouco mais de 31% para 18,5%, enquanto a parcela armazenada no Canadá recuou de 19,7% para 18,5%. No Reino Unido, o percentual aumentou de 18,1% para 32,1%, superando os 30,8% mantidos nos próprios Países Baixos.

“Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises”, afirmou o banco. A instituição considera que o ouro guardado em Londres pode ser mobilizado com maior rapidez por ser mais negociável, enquanto as reservas em Nova York e Ottawa seriam menos acessíveis para uso imediato.

A transferência foi estruturada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de barras compatíveis com os padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra. Outras 27 toneladas foram transportadas fisicamente da América do Norte para os Países Baixos. Em sentido inverso, uma quantidade equivalente, já compatível com os padrões do banco britânico, saiu do cofre holandês de Zeist para Londres.

De acordo com o DNB, essa etapa evitou a necessidade de fundir e fabricar novas barras. A instituição também afirmou que uma distribuição mais equilibrada entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos. O presidente do banco, Olaf Sleijpen, disse que fortalecer a preparação e a resiliência é necessário, ainda que o ouro nunca precise ser utilizado.

A decisão holandesa ocorreu poucos meses depois de o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas francesas. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, barras antigas foram vendidas e substituídas por unidades que atendem aos padrões internacionais. A França armazenou as novas barras em Paris; em março, o presidente do banco, François Villeroy de Galhau, declarou que a decisão não teve motivação política.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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