O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), criticou as escolhas políticas do senador Cleitinho (Republicanos) durante um debate entre candidatos ao governo estadual. Cleitinho não participou do encontro, e a ausência foi usada por Simões para questionar sua disposição de prestar contas aos eleitores.
“o mínimo que se espera de alguém que pretende governar Minas Gerais é que compareça para prestar contas”, afirmou o governador ao comentar a cadeira vazia. Na sequência, dirigiu críticas a integrantes da aliança de Cleitinho.
Simões mencionou Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e candidato a vice-governador pelo Republicanos. Segundo o governador, Falcão é investigado por uma CPI relacionada a fraudes na saúde. Também classificou Alex Diniz, suplente de Cleitinho, como sonegador de impostos.
O presidente do Republicanos, Euclydes Pettersen, foi outro alvo. Simões afirmou que ele é o principal apoiador de Cleitinho e o associou a suspeitas de fraude contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pettersen está entre os 48 indiciados pela Polícia Federal na primeira etapa da Operação Sem Desconto, sob suspeita de receber R$ 14,7 milhões em propina. O deputado federal nega as acusações.
Projetos e composição política
Ao defender sua própria candidatura, Simões disse que uma equipe adequada permitiria avançar e citou, entre seus projetos, a construção da linha 2 do metrô no Barreiro, em Belo Horizonte.
O debate também teve a participação de Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL). Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) não compareceram. As regras permitiram que candidatos ausentes fossem questionados durante a dinâmica.


