Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Operação aponta grupo que entregava drogas e lavava dinheiro no Paraná

Polícia Civil cumpre prisões e buscas em cidades do Paraná e de Santa Catarina contra organização estruturada como empresa.

Operação aponta grupo que entregava drogas e lavava dinheiro no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta terça-feira, 22 de setembro, uma operação contra uma organização criminosa que distribuía drogas por meio de um sistema de entregas em Curitiba e na região metropolitana. O grupo também é investigado por associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

São cumpridas 15 ordens de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Colombo e Guaratuba, no Paraná, além de Itapema e Itapoá, em Santa Catarina. A Justiça determinou ainda o bloqueio de 15 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados, até o limite de R$ 1 milhão, e medidas sobre 10 veículos usados pela organização.

Estrutura de empresa

A investigação começou depois que a Polícia Militar do Paraná (PMPR) prendeu em flagrante, em novembro de 2025, um integrante do grupo no bairro Vila Izabel, em Curitiba. Ele dirigia um veículo com fundo falso que escondia drogas e dinheiro. Na casa dele, no bairro Mercês, foram encontrados 36 quilos de maconha, 72 quilos de cocaína, porções de crack, metanfetamina, óleo de THC, comprimidos de ecstasy e LSD. Também foram apreendidos um fuzil calibre 5,56, munições de diversos calibres, 16 carregadores, balanças de precisão e cadernos de contabilidade do tráfico.

A análise desse material indicou uma organização hierarquizada, com escalas de trabalho, folgas e salários fixos. O líder definia diariamente, em um grupo de mensagens, as rotas, os clientes, os tipos de droga e os preços. Ele também fornecia os veículos usados nas entregas.

A esposa participava da gestão dos motoristas e do recebimento dos valores. Havia ainda um gerente responsável pelo armazenamento, motoristas-entregadores, pessoas encarregadas de fracionar e pesar os entorpecentes e revendedores finais. As conversas analisadas registraram negociações de fuzis e pistolas e planos para instalar compartimentos ocultos em veículos.

Lavagem de dinheiro

A PCPR identificou empresas de fachada, contas de familiares e terceiros e linhas telefônicas registradas em nome de outras pessoas. Segundo o delegado Victor Loureiro Mattar Assad, algumas empresas não tinham existência física nem funcionários registrados. Uma revendedora de veículos recebia pagamentos via Pix pela venda de drogas, enquanto outra movimentou mais de R$ 2 milhões com o operador financeiro do grupo.

A apuração também encontrou um imóvel registrado em nome de uma interposta pessoa e um contrato de locação simulado. Mesmo após a prisão do gerente, a organização continuou funcionando. A polícia informou que documentos, valores, materiais e aparelhos eletrônicos apreendidos serão periciados para identificar outros integrantes, colaboradores e bens ocultados.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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