Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fusão entre Paramount e Warner Bros. pode levar à venda da Miramax

Acordo com autoridades dos Estados Unidos prevê metas de produção e multa de US$ 30 milhões por filme não realizado.

Fusão entre Paramount e Warner Bros. pode levar à venda da Miramax

A união entre Paramount e Warner Bros. Discovery poderá obrigar a nova empresa a vender sua participação na Miramax caso as metas de produção previstas em um acordo com autoridades dos Estados Unidos não sejam cumpridas.

Metas e penalidades

O compromisso, negociado por procuradores-gerais de quatro estados norte-americanos, determina que a companhia combinada produza pelo menos 30 filmes por ano durante os dois primeiros anos. Nos três anos seguintes, a exigência passa a ser de 32 longas anuais.

Se houver déficit, a empresa terá seis meses para compensar os filmes que deixaram de ser produzidos. Caso a pendência permaneça depois desse prazo, deverá vender toda a participação direta e indireta na Miramax a um comprador aprovado por um comitê formado pelas autoridades estaduais.

Rob Bonya, procurador-geral da Califórnia, afirmou que a venda do estúdio está entre as sanções previstas. “uma das penalidades é estrutural: a venda de um ativo corporativo, no caso, a Miramax”, disse durante uma coletiva de imprensa.

O acordo também prevê uma multa de US$ 30 milhões para cada produção que não atingir a meta anual. Desse valor, 90% serão destinados aos trabalhadores da indústria cinematográfica, enquanto o restante será dividido entre outras duas partes.

Além do volume de lançamentos, a regra estabelece critérios para o catálogo. Pelo menos quatro filmes por ano deverão ser considerados independentes, e 20% dos títulos terão de ser grandes blockbusters.

Participação e relevância da Miramax

Para Bonta, as medidas buscam impedir que a fusão reduza a produção cinematográfica, como teria ocorrido depois da união entre Disney e Fox. “Isso não apenas protege contra o lado negativo, mas garante um crescimento significativo”, afirmou o procurador-geral.

Embora não seja um dos principais braços da Paramount, a Miramax permanece como um ativo relevante. O estúdio participou da produção do novo filme da franquia ‘Todo Mundo em Pânico’, que alcançou US$ 231,9 milhões em bilheteria mundial, incluindo US$ 108,2 milhões nos Estados Unidos. A empresa também produz a série ‘Magnatas do Crime’, um dos maiores sucessos globais da Netflix.

A Miramax mantém negócios com outras companhias. O estúdio capta recursos por meio de vendas internacionais e financiamentos independentes, além de negociar direitos de distribuição. Entre os títulos lançados por outros estúdios estão ‘Beekeeper: Rede de Vingança’, distribuído pela Amazon MGM, e ‘Os Rejeitados’, levado aos cinemas pela Focus Features.

A Paramount detém 49% da Miramax desde 2020, enquanto o grupo catariano beIN Media Group possui os outros 51%. Na operação, a então ViacomCBS pagou US$ 150 milhões de um negócio avaliado em US$ 375 milhões e assumiu o compromisso de investir mais US$ 225 milhões em novas produções e capital de operação.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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