Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Brasil

MPPR denuncia 18 pessoas por tráfico, lavagem e corrupção em Araucária

Denúncia aponta uso de entregas por aplicativo, cartões de fidelidade e participação de um policial militar no esquema.

MPPR denuncia 18 pessoas por tráfico, lavagem e corrupção em Araucária

O Ministério Público do Paraná denunciou 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade por associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

A investigação identificou uma estrutura de venda de entorpecentes por entrega em domicílio, com pedidos feitos por aplicativo de mensagens. O grupo usava os nomes Bob TV e Pão de Queijo do Tio Bob e distribuía cartões físicos de fidelização, que recebiam carimbos a cada operação.

A etapa ostensiva da operação ocorreu em 19 de agosto de 2026. Na ocasião, foram apreendidos estoques atribuídos ao grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.

Suspeita envolvendo policial

Entre os denunciados está um policial militar, acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. Conforme a denúncia, ele teria recebido vantagens financeiras indevidas dos líderes da organização para repassar informações sobre investigações, fazer consultas sem justificativa em sistemas restritos de segurança e facilitar os trajetos usados na distribuição das drogas.

O MPPR afirma que o agente movimentou mais de dois milhões de reais em contas bancárias, quantia considerada incompatível com seus rendimentos como servidor público. Parte dos recursos, recebida em repasses diretos, teria sido usada na compra à vista de um imóvel no bairro Capela Velha.

A Promotoria pediu a suspensão cautelar do exercício da função pública e a perda do cargo em caso de condenação.

Lavagem de dinheiro e pedidos ao Judiciário

Segundo o Ministério Público, a organização empregava contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos e inserir o dinheiro do tráfico na circulação econômica formal. Por isso, foi solicitada a suspensão das atividades de uma das empresas apontadas como instrumento da mescla de capitais ilícitos e lícitos.

Além das condenações, a Promotoria requer a definição de um valor mínimo para reparar os danos morais coletivos atribuídos à atuação da organização criminosa em Araucária. Também pediu a manutenção da prisão preventiva dos denunciados que já estão detidos, com o objetivo de preservar a ordem pública e interromper as atividades do grupo.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.